terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Mau juiz, mau caráter e mau casado

Quando Sérgio Moro envereda pela perseguição, abandonando os autos dos processos para proferir suas sentenças eivadas de prepotência, autoritarismo e ódio, torna-se um juiz da pior espécie, parcial e corrupto, aquele que emprega o cargo não para os fins da promoção da justiça, mas para atingir desafetos e para favorecer membros de seu grupo político, que todos sabem é o PSDB.

Quando monta um esquema que envolve, além de juízes e promotores comparsas, hordas de imbecis tangidos como gado pela mídia, age como pau mandado de máfia, cujos interesses estão no início, nos meios e nos fins de todas as ações, sejam elas nos tribunais, sejam elas diante das câmeras.

Quando emprega a foto da esposa, acusada de envolvimento em venda de sentenças e delações premiadas e desvio de verbas milionárias da APAE, para se autopromover nas redes sociais, ou assume que tem consciência do que ela faz, assumindo, em decorrência, coautoria nos crimes de que ela é acusada; ou é por ela feito de idiota - hipótese bem pouco provável, haja vista as denúncias de Tacla Duran.

No primeiro caso, é mau juiz, no segundo, mau caráter; no terceiro, na melhor das hipótese, mau (com u mesmo) casado.

JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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