quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Enquanto a especulação e o latifúndio vigorarem, haverá luta

Assembleia do acampamento Roseli Nunes
Sem saída para suas dificuldades de vida, que só têm aumentado, só resta aos trabalhadores duas saídas: o crime ou a luta. O crime é mais um negócio rentável que gira o capitalismo, com suas fábricas de presídios, de armamento repressivo, com sua cadeia produtiva, que vai do ladrão de celular e da biqueira de tráfico da esquina às contas bilionárias dos bancos, passando pelo aparato policial e judiciário, sócio privilegiado dessa cadeia.
Arquiteto Victor Chinaglia fala em apoio aos sem terra.
Assim, o acampamento Roseli Nunes, em Americana, acerta ao ocupar a terra para dar nela lugar aos seu verdadeiros donos: os trabalhadores e seus filhos. A ocupação de terra em Americana neste final de dezembro de 2017 corresponde à luta democrática necessária para que os direitos dos trabalhadores e do povo avancem, em um país dominado por uma verdadeira casta de privilegiados, que usurpa a terra, o trabalho, a infraestrutura estatal e os poderes Executivo, Legislativo e judiciário.

Enquanto os crimes legalizados da burguesia vigorarem (especulação e o latifúndio são apenas dois tipos), haverá luta.

JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, entre os quais O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);   O jovem Malcolm X A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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