sexta-feira, 3 de novembro de 2017

SE HOUVER ELEIÇÕES HONESTAS, VENCEREMOS

O filme de horror que se instaurou no Brasil com o golpe segue firme seu roteiro. Não há um dia, desde a famigerada votação na Câmara Federal, em que fiquemos livres de péssimas notícias, seja no campo político, seja no econômico, seja no social, em que a miséria se generaliza e a violência explode em números eloquentes demais para serem empurrados para debaixo do tapete.

São Paulo nua e crua.
O mal estar ultrapassa em muito os setores da sociedade que apoiaram Dilma e Lula nas últimas eleições, pois os efeitos colaterais do golpe, mal calculados, terminaram por atingir em cheio os mesmos agentes que o promoveram.

Michel Temer e seu PMDB corroído de cupins; Aécio Neves, com seu PSDB convertido em pó; Sérgio Moro e sua reserva de mercado de delações forjadas, denunciados da Espanha; o STF, corte de marajás, identificado com a facilitação da vida de criminosos; o Congresso Nacional, que só vota sob o argumento explícito do dinheiro são miasmas demais para serem engolidos pelas urnas.

Conquistada a normalidade política em 2018, por mais que se esforcem, esses miasmas receberão das urnas o que plantaram. Resta-lhes, por isso, contar com a hipótese de golpear o próprio processo eleitoral de 2018. Há, portanto, apenas duas variantes em jogo: 1a.) o processo eleitoral ocorre normalmente e derrotamos o golpe; 2a.) o golpe se mantém e aprofunda por meio de um novo golpe, agora contra as próprias eleições. Tenho comigo que não terão forças para tanto.

JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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