domingo, 5 de novembro de 2017

REDAÇÃO DO ENEM 2017: TEMA TEM ERRO PRIMÁRIO DE PÚBLICO-ALVO


A redação do tema, tal como divulgada pelo INEP, volta-se claramente não ao público do Ensino Médio, mas para os profissionais responsáveis pela formulação de políticas, teorias e práticas relacionadas à educação de pessoas surdas ou com déficits auditivos severos - noutras palavras, volta-se para os agentes públicos e para pedagogos.

Em que pese a pertinência da escolha, o tema da redação do ENEM 2017 ofereceu aos jovens candidatos egressos do Ensino Médio dificuldades que não lhes dizem respeito. Isso porque o tema não é a inclusão de surdos ou do portador de deficiência auditiva severa , nem a necessidade de respeito à pessoa humana com limitações seja de que ordem for. O tema, explicitamente, é "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil."

Os textos de estímulos oferecidos, que envolveram legislação e informações do INEP, não resolvem o problema de equívoco de público-alvo cometido na redação da temática divulgada ainda durante a aplicação do Exame (insisto, o tema volta-se a educadores, pedagogos, professores, profissionais da educação com nível Superior e gestores do sistema, não a estudantes do Ensino Médio entre 16 e 18 anos em sua maioria).


Leia esta São Paulo crua.
Forçado a propor intervenções para um tema voltado a um público específico (gestores e pedagogos), a tendência do candidato não especialista será, em relação ao tema tal como proposto, tangenciá-lo - e quando o fizer estará correto, pois não cabe a um estudante de Ensino Médio dominar teorias pedagógicas que lhe proporcionem condições de apresentar propostas de intervenção concretas, que sequer estão no horizonte de pedagogos e agentes governamentais atuais. Aliás, quantos estudantes de pedagogia de nossas melhores universidades estariam em condições tratar desse tema tão específico? Aliás, desafio o ministro da educação a redigir esta redação, sem consulta, neste exato momento. Veremos como ele se sai - qual seria sua nota? Aliás, pergunta meu amigo Plínio de Mesquita: "Teriam sido os alunos das escolas privadas amigas da atual gestão do MEC pegos de surpresa"? Noutras palavras, o direcionamento (proibido em concursos públicos) do tema favoreceu quem? 

Sem saber o que fazer com a educação brasileira e menos ainda com a educação para surdos, com medo do MBL e da famigerada Escola Sem Partido, o INEP e o MEC atiram os jovens candidatos do ENEM aos leões, para ver se dessa massa de 6,7 milhões de jovens candidatos extraem luzes que iluminem as cabeças vazias e mal intencionadas que hoje dirigem os mesmos INEP, MEC e governo Temer. Obrigado a realizar esta edição do ENEM também em LIBRAS, INEP, MEC e Governo Temer tiram o corpo de sua responsabilidade e a delegam para jovens, que não têm nada a ver com a péssima qualidade da atual gestão do MEC que, fruto de um golpe de Estado, não consegue dar uma dentro, mesmo quando tenta "fazer média" com a sociedade.

O que ocorrerá na banca de correção do ENEM, em face do tema técnico de nível superior da área de educação mal redigido, é que o critério de pertinência temática terá de ser relativizado, melhor seria dizer afrouxado (melhor para os candidatos), caso contrário uma massa imensa de redações terá pontuação, nesse quesito, muito abaixo da média, puxando a média histórica do Exame, com certeza, para seu pior índice desde que o ENEM foi instituído em 1998. A expressão "formação educacional", em particular, terá de ser considerada com extrema larguesa, pois estudantes de Ensino Médio simplesmente não tem a menor obrigação de dominar as especificidades relativas à pedagogia voltada para surdos, principalmente quando a própria gestão atual do MEC tem tão pouco a dizer sobre esse assunto.

JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o. ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.




133 comentários:

  1. A principio achei o tema interessante, mas realmente é um tema direcionado à Educação. Algumas amigas apontaram para essas questões que você levantou. Vamos ver os resultados e o que o governo fará com ele.

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    1. O que este governo corrupto e que não tá nem aí pra educação e saúde pública fará com ele? NADA!

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    2. Realmente, tenho a mesma opinião que você, a princípio achei um tema fácil, Só que quando foi para botar em prática e escrever quase que não saio nada, tive que forçar bastante a mente, daí fiquei sem paciência para as questões propostas

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    3. Tá ruim pra vc?Imagina uma pessoa surda que convive com essa realidade desde que ingressou nas classes regulares?

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Muita calma nessa hora, acho que esse anônimo entendeu errado o comentário da Thalyta!

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    6. pois é, esse Anônimo, entendeu muito errado a colocação da Thalyta

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    7. Sou mais uma anônima então. Concordo com ele. Conviver com surdos e poder compreendê-los não é responsabilidade apenas de pedagogos. O direito de comunicação está nas mãos de todos. Não joguem a responsabilidade apenas aos professores. Qualquer profissional deverá entrar numa graduação sabendo que é sua responsabilidade, também, saber comunicar com pessoas surdas.
      Inclusão fora do âmbito escola. Inclusão no mercado de trabalho. Inclusão de verdade!!!!!

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    8. Realmente, para quem escreveu "saio" ao invés de "saiu", deve ter sido difícil fazer a redação

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    9. Mas o tema do texto não é inclusão social, ou como conviver com surdos ou como compreendê-los. O tema é relacionado as desafios sofridos por um surdo em sua formação educacional .... E infelizmente a grade curricular do ensino médio não traz NADA relacionado ao estudo da educação ... Por isso as pessoas não sabem nem de que maneira elas aprendem. Não é tema para o Exame Nacional do Ensino Médio.

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    10. As próprias Universidade não nos preparas para lhe dar com essas diversas Deficiências.

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    11. Então a melhor maneira e o governo mudar as políticas publicas....colocar desde os primeiros anos o ensino de libras..

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    12. Anônimo,"não nos preparas?"
      ai português. ... Nos preparam.
      Bem, concordo com o autor em grau. Foi claro na análise do tema proposto.

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    13. De repente os jovens do Brasil irão ensinar aos que não sabem o que fazer, práticas eficazes de como resolver a questão dos surdos. Esperemos para ver. Atualmente quem pensa a Educação no Brasil não tem noção do dia a dia das instituições de ensino.

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    14. Concordo com a fala de todos os anônimos.

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  2. O governo golpista nao fara nada , os candidatos nao farao nada . mais facil desistir dos sonhos q lutar por seus direitos.

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    1. É golpe sim. Eles 5bao sabem o q5ye fazer e atiram isso aos jovens que não sao técnicos e nem gan5hzm fortunas para resolver os problemas sociais.

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    2. Muito bem para quem achou o mesmo que eu. Um tema que é a cara do Temer. Sem educação básica e surdo. Detestei o tema da redação gostaria que fosse anulada.

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    3. Tá mais facil virar traficante, do que passar no enem!!

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    4. Tema digno de um processo civil contra Temer...os estudantes deveria pedir a anulação da prova , pois isso é MAIS um deboche para o povo brasileiro!!!

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    5. Neide cabe a quem quiser entrar na Justiça para anular tal tema de redação ou a cada um entrar com medida que os faça passar no Enem através de liminar .Isso tb é cabível.

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    6. E marketing para a criança é um tema que a gente aprende nas escolas? Não vi ninguém reclamando

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    7. Na vdd é ensinado sim sobre publicidade infantil e como isto está relacionado ao consumismo exacerbado no capitalismo. Em geografia, nos conteúdos de globalização.

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    8. O tema Publicidade é amplamente discutido nas salas de aula e faz parte, inclusive, do conteúdo proposto na maioria dos livros didáticos de língua portuguesa. A publicidade infantil e suas consequências não é tema além da formação dos adolescentes, como acontece com o tema desse ano!

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  3. VIA FACEBOOK: Graça Castro Desde a hora que se tornou público percebi o desastre,trata-se de um assunto técnico relativo ao Plano Nacional de Educação,Universalização do Ensino que nenhum governo deu solução até a presente data,enquanto juizes atendia as sandices do Escola Sem Partido,alguém sem noção lança semelhante tema para 6,5 milhões de pessoas em sua maioria com 16/17 anos,para fazer uma boa redação só alguém já formado em alguma área de educação,formado e muito bem informado ,o tema foi ultra específico,não abrange todas as dificuldades de uma educação inclusiva,foi específico:surdos,assunto para profissionais.

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    1. Formação educacional, não ??

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  4. VIA FACEBOOK: Maria Valéria Possebon Tema técnico

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  5. VIA FACEBOOK: Lizia Helena Nagel Concordo. Não sabiam o que pedir com medo do MBL?

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    1. O governo bandido, instalou uma ideologia nogenta que tudo se é difícil e realmente se fez tornar difícil Onde tudo poderia ser mais facil esse sistema capitalista aterroriza muita nossos jovens faz diminuir suas mentes a nada.

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    2. NOJENTA SE ESCREVE COM JOTA E NÃO COM G.

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    3. Vânia BEATRIZ Monteiro da Silva Carissima Lizia ...muito perspicaz! Eu senti um incômodo imenso com o tema e nao encontrava ancoragem pra ligar 'lé com cré'. O público alvo, eu concordo, é outro. E mais...para jovens de escolas públicas com severos problemas para o atendimento isto desestabiliza!


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    4. Realmente o preconceito começa com candidatos q são contrários ao tema, mas o q nós candidatos têm a ver c a postura do governo? Nossa missão era fazer a questão 91 bem feita...desculpa para muitos abs

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  6. “ O desafio para a formação educacional de surdos no Brasil” incentiva a incivilidade e incultura. É desonroso e restritivo classificar um tipo de deficiência, quando o desafio é muito mais amplo : promover acesso comunicacional para TODAS as pessoas com TODOS os tipos de deficiência, sem distinção. A inclusão na abordagem do tema, deve ser como um todo. Porque não “ o desafio para a formação educacional da pessoa com deficiência no Brasil” . As pessoas com deficiência devem ter acesso a educação em suas singularidades. Me pergunto o que sente a família de uma pessoa cega ou com deficiência intelectual ao ver tal tema. O tema não colabora para a criação de uma cultura inclusiva ampla. Acho curioso, ainda, que tenha sido enaltecido no primeiro ano em que o Enem ofereceu uma vídeo-prova aos candidatos surdos ,traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras). E parece querer enaltecer o tema. A acessibilidade comunicacional é direito da pessoa com deficiência visual, intelectual e/ou funcional.

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    1. O autor do artigo, esta questionando justamente a inaptidão dos alunos de ensino médio em propor solução na educação de surdos,quando nem profissionais conseguem estruturar ideias significativas, e você que ir além, ampliar para todas as deficiências, alegando preconceito, acredito que nao é só medo do mbl que o governo tem, e medo desse patrulhamento ideológico também.

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    2. Você acha curioso, mas o nome disto é marketing. O governo preferiu jogar com a vida de várias pessoas em troca de um pouquinho de marketing. Resta saber se deu certo a jogada. Pelo que li desde ontem até os cegos estão constrangidos com tamanha ignorância.

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    3. Porque não “ o desafio para a formação educacional da pessoa com deficiência no Brasil”. É porque, por exemplo, um cadeirante usa a Língua Portuguesa para se comunicar, ao contrario do surdo que usa a língua de sinais e são excluídos na sala de aula pelos colegas e professores que não sabem usar a mesma língua que ele. Então, há sim uma preocupação maior na educação do surdo pela diferença linguística. Recomendo o livro O Vôo da Gaivota, de Emmanuelle Laborit para ter uma noção da dificuldade dos surdos de modo geral.

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    4. Você concorda que dentre as deficiências existentes a surdez é a que mais sofre? Você sabe se comunicar com o surdo? Você a língua dele? Então...Ameiii o tema...foi um tapa na cara dessa sociedade ouvinte que se acha majoritária e excluí as sociedades minoritárias..no caso os deficientes...em específico a comunidade surda...um deficiente visual tem suas limitações... porém tem o recurso auditivo...e o surdo? E o Surdo-cego? Precisa se comunicar através da Língua de sinais... você sabe se comunicar? A sociedade sabe? Não... não sabem é não tem interesse em aprender...apenas excluir...porque é mais fácil né? Ameiii esse tema...ameiii

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    5. Concordo plenamente contigo..se quiseram saber de educação de surdos tem livros ótimos que falam sobre políticas públicas, as lutas, as conquistas dos surdos... Sueli Fernandes, Fernando Capovilla, Ronice Muller, veridiane Pinto Ribeiro, e sim os Surdos são excluídos e foi um ótimo tema de redação para que todos reflitam.

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    6. A surdez, assim como outras deficiências tem suas especificidades. Concordo no que diz respeito a importância do debate amplo. O que seja abrangente de todo tipo de deficiência, no entanto não vejo a mesma desonra que ver. Acho que a proposta do tema de redação dissertação ( apenas 30 linhas) deve ser afunilado e em muito específico. O que voce propõem é outro tema, mas vejo validez no que volta-se a um tipo de deficiência

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    7. Eu não entendo amar esse tema se ele vai ser explorado por pessoas que nunca tiveram acesso à conhecimento prévio sobre tais dificuldades. Sou adulta, já trabalhei com sursos e teria dificuldades imensas em fazer uma redação que me convencesse. Seria como perguntar a um engenheiro qual o melhor tratamento para diabetes ou para um médico quais os cálculos necessários para que um prédio não desabe. Todo mundo sabe que são questões importantíssimas que devem ser feitas para quem tem conhecimento técnico ou ao menos está estudando. Se a questão era mostrar para um público que se exime de tentar compreender as dificuldades de um surdo na educação atual, seria melhor propor aos jovens uma reflexão sobre como eles imaginam que deva ser esse universo, fazer com que o estudante se coloque no lugar do surdo e imagine as sensações e dificuldades. Mais do que isso é até diminuir a importância da pesquisa e da formação acadêmica na área, já que são respostas que podem ser dadas por adolescentes que nem terminaram o ensino médio. Se na próxima redação perguntarem sobre a cura do câncer devemos achar que é um exagero ou que é um tema importante?

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  7. Chega a ser jocoso falar em "inclusão de surdos " em uma política educacional brasileira que não inclui sequer os que não tem, ou não teriam, deficiência alguma. As dificuldades de inclusão do nosso ensino são vastas , cruéis e democráticas: atigem a todos os desfavorecidos. Nem o MEC consegue, e não sabe mesmo, como resolver a inclusão e oferecer a todos, sem distinção, o ensino básico que lhes é de direito, quiçá um jovem estudante saberia discorrer sobre a inclusão na educação especial.Aguardemos os resultados !

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    1. Muito bem colocado sua opinião. Falou tudo!

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    2. Aguardemos os resultados e o que será feito com ele, diante tanta polémica.Pois nada adiantará ignorar os resultados que poderão ser desastrosos se não houver é claro um afrouxamento na correção. Enfim, o que esperar desse país sem rumo!

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  8. Se acharmos que adolescentes entre 16 e 18 anos não têm condições de escrever sobre O desafio para a formação educacional de surdos no Brasil, então estamos de fato aceitando o golpe na educação. Temos que entender que esses jovens serão os futuros gestores, e despertar este tipo de reflexão, tão importante, sobre um povo historicamente desrespeitado e alijado de direitos, que possui a segunda língua do nosso país, é de extrema necessidade.

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    1. Concordo plenamente, porém exigir esse tipo de conhecimento técnico numa prova que ira decidir o seu futuro é meio injusto.

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    2. Realmente analisando a proposta tema da redação, não teremos um resultado positivo nas notas desse Enem não , é muito específico e vago falar ou conhecer sobre isso se tratando de alunos ensino médio e fundamental que por sua maioria não vem de uma base forte de ensino para o Exame.Deveria o Mec o Imep e governo federal ter mais respeito e realmente usar o Enem para ajudar realizar os objetivos desses milhares de jovens brasileiros e não frusta-los ainda mais ...

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    3. Perfeito suas colocações. Os jovens adolescentes não saber desenvolver um tema que está incluindo socialmente as pessoas com essa deficiência, não estão aptas a desenvolver nada. Prof. Dr. Em Educação Roberto Belo Júnior.

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    4. Não acho que a questão seja o jovem ter ou não condições de escrever uma redação sobre este tema, mas o modo como o tema foi proposto. Do jeito como foi concebido, pede uma reflexão a partir da experiência de profissionais da educação. O tema poderia ter sido pensado a partir de outro angulo, ou seja, a partir do cotidiano de uma pessoa surda ao longo de sua vida educacional (do ensino fundamental ao superior) e das dificuldades que enfrenta.

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    5. "Os surdos sempre foram vítimas do desconhecimento da sociedade, invisíveis mesmo. Agora,a sociedade foi vítima de seu próprio desconhecimento!"

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    6. todo mundo aqui sabe qual o melhor tratamento para o lúpus? Ou como se dá o registro de candidatos no sistema eleitoral? Ou quais os índices econômicos mais utilizados no mercado imobiliário? Se alguém respondeu que esses assuntos são técnicos demais, estão desprezando a necessidade de estudo e pesquisa na área de educação para surdos, pois julgam que é um tema fácil, passível de ser respondido por alunos de ensino médio, e os outros precisam de conhecimento mais apurado...

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  9. ... uma forma de insentivo para que os futuros professores e gestores, reflitam além do que nos é limitado.

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    1. incentivo com c, isso não é limitação, seria o mesmo que exigir que os nossos jovens tenham conhecimento específico de todas as áreas, é por isso que existem as especializações.

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  10. O tema proposto está muito bem posto! O que esta deixando a desejar são os ensinos; fundamental e médio no Brasil!

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    1. Realmente a educação brasileira está muito a desejar, mas o que se discute aqui é ofato de se tratar de um tema específico, que"somente especialista são capazes de trabalhar", ou não? Para isso que existem as especializações, os jovens estudantes preparados, não dominam todas as áreas. Quem domina?

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    2. Certamente vc estaria apta a fazer tal redação com conhecimento e embasamento para pontuar bem

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  11. Fácil passa só falar em matar, se derem nota baixa a Carmem Bruxa garante a aprovação.

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  12. O Pior de tudo foi terem escolhido um tema para a redaçao no qual nem eles tem conhecimento, mostraram sua hipocrisia e a ignorancia.
    Contando com os tradutores para fazer a prova, uma menina surda simplesmente nao conseguiu faze-la, porque nao entendeu nada do que estavam traduzindo a ela, ja que os tradutores estavam apenas lhe dizendo as palavras soltas, sem coloca-las no contexto. Ai me digam, como querem corrigir/cobrar dos que estao fazendo a prova uma coisa que nem eles têm conhecimento???
    Libras é uma lingua diferente do portugues, essa situaçao seria a mesma que colocar um italiano a fazer a prova com a mesma “ajuda” que a menina e provavelmente outros tiveram hoje.

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    1. Se vc for ver a reportagem é de 2014, onde ainda se lutava para que os Surdos tivessem acesso ao Enem em Libras, então pessoal antes de publicar vejam o ano.. antes de postarem

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  13. Gostei do que li, vejo.pertinência em grande parte do comentário do respeitado professor, porém, não consigo vislumbrar o suposto favorecimento a que se refere, quando.menciona o questionamento do amigo, quanto a alunos de ensino privado. Aliás, tanto o setor público quanto o privado contam com um grande número de alunos sem a menor condição de escrever sobre o tema. E vou além, a grande maioria dos que tiveram a possibilidade ou oportunidade de frequentar um cursinho irá tangenciar o tema, falando de inclusão apenas. O fato é que o tema apresentado precisa movimentar um grupo há muito parado: o de professores, que insistem em manter práticas textuais voltadas ao modelo pronto, copie e cole, frases de efeito e não aproveitam suas aulas para apontar o caminho da escrita autônoma, crítica e pertinente. Quem sabe com um grande número de abordagem tangencial, sem relativização em relação às competências 2 e 5 (abordagem dada ao tema e proposta de intervenção) alguma coisa mude em relação às propostas de redação e estratégias de ensino. Libras é segunda língua no Brasil, empatia e interpretação de texto andam escassas e noção de autoria é algo que muitos nem sabem dizer o que é.

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    1. Estudei em uma escola normalista e esse tema foi muito abordado lá, durante o ensino médio todo. O problema foi que o governo foi desleal em desconsiderar o conhecimento de mundo dos alunos de ensino médio regular e outros tipos de técnicos (não relacionados à educação infantil) pedindo um tema TÃO específico. Eu, sinceramente, não saberia nada sobre o tema se eu não tivesse esse ensino técnico.

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  14. Não concordo! Todos tem direito a educação. E por muitas pessoas desconhecerem a Educação de surdos, deve sim ser um tema para o Enem. Não é um assunto somente restrito a pessoas da área, é de conhecimento público. Por quem não é trabalhado?? Pq nunca foi utilizado em textos e discutidos em aula de ensino médio regular? Os professores deveriam sim trabalhar com esse assunto que desde 2002 com a regulamentação de Lei como segunda língua brasileira não é abordado nas escolas? Se fala tanto em Acessibilidade, em Inclusão... cadê a aceitação de 9 milhões de brasileiros Surdos no país? LIBRAS é uma língua e Brasileira, o problema está no Preconceito e na não aceitação das diferenças.

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    1. Concordo plenamente. O problema não é o tema da redação, mas sim o fato da grande maioria ser tão ignorante (no sentido de não conhecer/saber) no que tange às necessidades das pessoas com deficiência neste país que se torna mais fácil criticar uma excelente oportunidade de repensar o que tem sido ensinado nos cursinhos e escolas. Melhor mudar o tema ou passar a aborda-lo em sala?
      Evidente que não é fácil para um adolescente falar sobre algo específico, mas, se queremos adultos capazes de pensar e defender uma ideia própria, está mesmo na hora de cobrarmos temas mais críticos e criativos, sair do "mais do mesmo", daqueles temas genéricos que um qualquer um escreve com aquelas receitas de bolo ensinadas pelos professores de redação.
      Ensinemos nossos jovens a serem mais críticos e a se posicionarem sobre temas inovadores e surpreendentes - sem que seja necessário ler textos da impressa para isso.
      A nota pode não ser ótima? Talvez sim. Mas estamos aqui preocupados com a nota apenas ou com a formação intelectual do futuro desse país?
      Ademais, não entendo o porquê de criticar um suposto privilégio a um grupo específico (dos surdos). Trata-se, em verdade, de um grupo social volumoso e constantemente esquecido. Libras é linguagem BRASILEIRA, fato este que deveria ser de conhecimento de todos!

      Creio eu que está revolta está pautada em uma única razão: a incapacidade de muitos (inclusive professores e outros profissionais da educação) em falar sobre o assunto.
      Todavia, o que os leva a crer que seus alunos são tão incapazes assim de escrever sobre esse tema?
      A dita proposta poderá surpreender os incrédulos da nossa juventude.

      Meus caros, não se esqueçam de Gonzaguinha e não menosprezem a capacidade da juventude saber falar sobre um tema complexo:
      "Eu acredito é na rapaziada
      Que segue em frente e segura o rojão
      Eu ponho fé é na fé da moçada
      Que não foge da fera e enfrenta o leão
      Eu vou à luta com essa juventude
      Que não corre da raia a troco de nada
      Eu vou no bloco dessa mocidade
      Que não tá na saudade e constrói
      A manhã desejada"

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    2. Perfeitamente. Além do que, quem reclama que os alunos de ensino médio não possuem conhecimento suficiente, as coletâneas estão lá para ajudar os alunos de E.M e além do mais, não precisa ser formado na área nem da área para REFLETIR. As redações estilo ensino médio não são para demonstrar super conhecimento sobre o assunto e sim que sabe dissertar sobre algo, mesmo que, pasmem, não seja algo que você tenha estudado.

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    3. Cleide Martins Alves6 de novembro de 2017 21:19

      Os alunos surdos pertencentes à Rede Estadual sabem perfeitamente compor uma redação com o tema apresentado. Ficam no mínimo seis meses à espera da " contratação" de um professor, portanto conhecem as dificuldades de serem incluídos no projeto político e pedagógico da escola. Penso que considerar o tema " fora da realidade" dos estudantes do Ensino Médio pressupõe considerar que não existem alunos surdos.

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    4. Jéssica Azevedo, acabas de dizer que a nota em si não é importante, e sim a "formação intelectual do país", porem esquece que está não é uma nota qualquer, é a nota que define o futuro de milhões de jovens e fará com que ingressem em boas faculdades, para que, assim, se tornem bons profissionais e adquiram, da melhor forma, a formação intelectual devida. Mas não, despriorizemos está nota e dificultemos as ingressoes nas faculdades, simplesmente porque o governo golpista quer que os estudantes elaborem algo correspondente a um tema que não lhes cabe referente à problemas que eles próprios, até hoje, não foram capazes de resolver, e simplesmente porque, também, uma simples redação sobre surdos trará aos jovens mais desenvolvimento intelectual do que a ingressão dos mesmos na universidade dos sonhos. Qual é, Jéssica?

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    5. "Os surdos sempre foram vítimas do desconhecimento da sociedade. Agora,a sociedade foi vítima de seu próprio desconhecimento!"

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  15. Tenho 17 ano, gosto muito de escrever e de língua portuguesa, mas achei o tema muito difícil. Se fosse sobre inclusão de pessoas com deficiência, eu acho que teria sido mais adequado ao meu nível de instrução (concluinte do ensino médio). Fiquei super confuso na hora e acabei falando sobre livros em Braile na proposta de intervenção. Logo depois que passei para a folha oficial percebi o erro. Estou muito triste... espero que os corretores entendam que nós estávamos perplexos com o tema e deem um desconto. Se eu que tenho facilidade e sou fã/defensor de língua portuguesa (inclusive quero fazer Letras!) achei difícil, imagina o pessoal que não gosta muito dessa área.

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    1. Cleide Martins Alves6 de novembro de 2017 21:22

      Leonardo surdez também é considerada deficiência, ainda que eu não concorde. A inclusão abrange os surdos.

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    2. Leonardo, dou-lhe toda a razão. A relevância do tema é inquestionável, mas, em hipótese alguma deveria constituir o objeto da redação do ENEM, ainda por cima tão mal orientada. Comprometerá a pertinência da resposta do estudante. Muita gente sem-noção dando sua opinião, aqui.

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  16. Realmente analisando a proposta tema da redação, não teremos um resultado positivo nas notas desse Enem não , é muito específico e vago falar ou conhecer sobre isso se tratando de alunos ensino médio e fundamental que por sua maioria não vem de uma base forte de ensino para o Exame.Deveria o Mec o Imep e governo federal ter mais respeito e realmente usar o Enem para ajudar realizar os objetivos desses milhares de jovens brasileiros e não frusta-los ainda mais.

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  17. O tema poderia ser somente sobre inclusão, uma vez que todos as pessoas com necessidades educacionais especiais fazem parte do mesmo descaso, só são assistidas por alguns grupos ou escolas que lutam por conta própria para oferecer uma educação de qualidade. Acredito que o Governo seria mais feliz se colocasse esse tema: INCLUSÃO DE CARÁTER NO CURRÍCULO DOS POLÍTICOS DO BRASIL.

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  18. Concordo com a analise e verificaremos os indicadores para averiguar os caminhos do Sistema educacional brasileiro. Isso e serio.

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  19. O maior desafio de todos era para os deficientes auditivos conseguirem fazer a prova com intérprete de palavras e não de libras, libras é a segunda língua oficial e não é respeitada ou conhecida. Se o estudante explorasse isso já tinha seu argumento,não precisa ser pedagogo, professor ou especialista para entender que não existe realmente uma política de inclusão, se os surdos só conseguem se comúnicar entre si e os outros exigem que o mesmo fale com ele em português ou tenha alguém ao lado que se comunique em português e nem digo na escola percebo isso no Shopping mesmo onde como atendente e subgerente atendi várias deficientes auditivos e ao tentar falar com eles em libras eles ficavam muito felizes de alguém querer aprender a língua deles.

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  20. O governo deixa a desejar até em verba para lanches e infraestrutura de escolas "o básico", salário dos professores, imagina investir em tal inclusão.... Aí ai

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  21. Eu respeito a opinião do professor mas estou muito feliz com a escolha do tema. Assim auem sabe osprofessores do ensino médio vão se tornar inclusivo.
    O Ministro de Educação fez marketing? Ótimo, pelo menosisso.
    A exclusão da maioria pela minoria. Muito bom.
    Palmas a Cultura Inclusiva!

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    1. Você aborda a questão como se o governo buscasse nas redações dos participantes prospostas com o intuito de tentar mudar ou melhorar a vida das pessoas. Caso esse fosse o objetivo,tudo começaria com um melhor ensino educacional nos colégios públicos, de modo a oferecer aos alunos a oportunidade de ter uma educação básica e adequada o suficiente, para que eles possam discorrer sobre uma questão que até pessoas com formação profissional tem dificuldade.
      Compreenda que o Enem é uma prova de conhecimento e, visto que, nem parte dele é abordado em colégios públicos a desinclusâo para com os alunos, deficientes ou não, já começa aí.
      Como você você quer falar da minoria se, na verdade, a maioria é excluída?

      Por favor, não seja uma pessoa alienada!

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  22. O comentarista,Jeosafá, professor,em minha opinião, tendencia num bordão cansativo apontar a escolha do tema como consequência do "golpe".
    Fiz minha redação sem dificuldades tendo a ajuda dos textos motivadores que subsidiavam a qualquer leitor - mesmo leigo da especificidade do assunto - em dissertar sobre o tema. Quanto a apresentar proposta de intervenção, cabe ao autor em sua dissertação e conhecimentos adquiridos propor o que pensa como solução. Certa, errada, utópica, ideológica,...de sua autoria. Esta solução, penso, na avaliação não é "divisor das águas."

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  23. Engraçado um professor de redação reclamar disso, pois deveria saber que não precisa ser formado na área nem da área para REFLETIR, nem ter um super conhecimento. As redações estilo ensino médio não são para demonstrar super conhecimento sobre o assunto e sim que sabe dissertar sobre algo, mesmo que, pasmem, não seja algo que você tenha estudado. Quem reclama que os alunos de ensino médio não possuem conhecimento suficiente, as coletâneas estão lá para ajudar os alunos de E.M. E claro, aposto que os corretores vão dar um desconto na "falta de conhecimento", ou seja, se eu não souber muito sobre ensino para surdos, isso não vai descontar tanta nota quanto se faria num texto sobre algo de conhecimento comum.

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    1. Isso é verdade,ninguém é obrigado a saber de tudo,mas um tema como esse reflete a inclusão,pronto,a pessoa já tem como iniciar a redação.É preciso pensar um pouco,quem se propõe a fazer redação,tem que ler e saber escrever sobre vários temas,o tema foi bom.

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  24. Acredito que qualquer ser humano com um pingo de empatia reconhece as dificuldades de um deficiente. Eu, por exemplo, trabalhei como auxiliar de uma agente do governo com deficiencia visual. Mas exigirem que as pessoas saibam como educar uma pessoa com deficiencia auditiva foge um pouco da realidade. Digo isso pensando nos milhões de candidatos que vieram de uma base curricular precária do ensino público e que vêem no enem a oportunidade de cursar um ensino superior. Aqueles candidatos que não tem condição de bancar um cursinho e já se preocupa muito com o restante da prova. O Brasil é hipócrita e nos tornar alvos por não "sabermos" um meio de educar os deficientes é ridículo. Muitas pessoas dirão que é nosso dever saber opinar, mas de que adianta sendo que nada será feito a respeito? Tenho 19 anos e não prestei o enem, mas me sinto da mesma forma que muitos candidatos devem se sentir. Sim, somos o futuro do Brasil. Sim, nós que teremos que fazer a diferença. Mas, me diga, como podemos falar sobre a educação de um deficiente auditivo? Reconheço as dificuldades, estudei com crianças com sindrome de down e autismo, conviví com defientes físicos, auditivos e visuais no trabalho, e ainda assim eu não saberia educar nenhum deles. Não por falta de vontade, simplesmente porque, como o texto diz e concordo plenamente, não somos qualificados para isso.

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  25. Infelizmente é um texto complexo para uma redação como o ENEM !Tem tantos temas mais apropriados para esta redação!
    Na verdade este tema deveria ser um assunto de pesquisa , comentado em sala de aula,onde deveria propor soluções , com entrevistas aos profissionais da área, mais profissionais do governo etc.
    Mas, para uma redação sem uma pesquisa , sem ler algo sobre o tema é difícil de se comentar em um curto espaço de tempo!
    Infelizmente, a educação está muito a desejar no nosso Brasil ! Está difícil de se prever uma reforma urgente e mais moderna !Caberá ao Governo Federal , Estadual uma reforma urgente no nosso ensino, onde deveria reunir urgentemente, os profissionais da área para iniciar uma boa reforma , e por quê não, fazer uma visita ao pais com a melhor educação do mundo à Finlândia ; uma educação que serve de exemplo para todos os outros países !

    Precisamos de bastante tempo , para falar sobre educação no Brasil!

    Mas, tomara que não seja tarde demais para iniciar uma reforma urgente na educação , que tem um modelo muito antigo e ultrapassado !

    Que famílias, alunos, professores, profissionais façam uma Campanha urgente para iniciar esta tal de reforma do ensino,antes que seja tarde demais !

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    1. Concordo! O tema foi muito especifico.

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  26. Concordo em parte com as colocações. Mas creio que, diante a escusa perfeitamente aceitável da ausência de conhecimento técnico dos educandos para discorrer sobre tal tema, cabe exclusivamente avaliar posições filosóficas, que levem à compreensão do quão adequado à convivência em sociedade está o educando e para além disso o quão apropriadamente estará o educando preparado para, a partir do conhecimento oferecido, pela sociedade, pela família, pelo estado, por um lado e aquele outro, que depende da iniciativa de cada um, contribuir com a evolução da própria sociedade no sentido da pacificação social. Creio que essa abordagem estará sob o alvitre momentâneo do estado, sob golpe atualmente, com toda a carga ideológica de que se reveste no sentido de levar-nos ao estado mínimo, ideologia burguesa de liberdade...liberdade para explorar e subjugar. Então o resultado não será para o bem coletivo, estar-se- há a selecionar por vias transversas, aquele e aquela mais adequado e adequada a dar continuidade ao golpe, ou seja, que possa continuar o avanço da ideologia de direita.

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  27. Foi LINDO fazer uma redação sobre inclusão, de modo geral, mas chegar na sala da prova do ENEM e não ter os 10% de carteiras asseguradas, por lei, para canhotos.

    Mais lindo ainda foi a direção da faculdade se RECUSAR a realocar quatro carteiras que estavam disponíveis na sala do lado.

    Ah, e não tem desafio NENHUM na educação de surdos. É só colocar Libras como matéria obrigatória e não facultativa do Ensino Fundamental até o Superior, coisa que não tem em NENHUMA Lei de Diretriz Básica de Educação porque o Governo não CAPACITA o profissional de Educação nesse sentido - e muito mal em outros.

    Quer dizer, o Governo tá cagando pra Educação Comum, o que dirá a Inclusiva? Falar sobre o desafio da inclusão de surdos na Educação, um trabalho que tem que ser do próprio Estado à sociedade, chega a ser ridículo. Redação ou Consultoria? O MEC quer sugestões pra resolver uma pica que é DELES? Pelo amor de Deus!

    Dá pra levar a sério qualquer coisa no país?
    Não, não dá.

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  28. Quem reclama dessa situação deveria fazer uma auto análise e se dar conta logo que o Brasil está preso no passado, somente a luta muda a vida, ENEM só ilude.

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  29. Júnior Tomaz de Souza: Depois do tema da redação do ENEM 2017 percebemos que a polêmica envolvendo a liminar retificada pelo STF sobre não zerar as redações que desrespeitassem os direitos humanos é só a ponta do problema. Tem mais coisa aí. Faz-nos pensar também sobre algumas coisas que dizem respeito à problemática da educação em/para os direitos humanos na escola:
    1) O senso comum vincula Direitos Humanos a coisa de gente de esquerda, tanto que a ação que levou à liminar foi movida pelo Escola Sem Partido (leia-se escola sem critica e sem direitos humanos), o que já deixa claro as intenções reais desse movimento.
    2) Para muitas pessoas direitos humanos é questão de opinião e quem é contra tem que ser respeitado ao extremo, como se eles não expressassem uma evolução no tratamento de grupos minoritários violentados historicamente. A lógica do uso ilimitado do direito à liberdade de expressão por aqui caminha na mesma direção de como é usada nos EUA.
    3) Qualquer tema de direitos humanos tem a ver com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Como pode alguém reivindicar o direito de ser contra isso? Se a pessoa não entende que seu direito de se expressar sobre qualquer assunto não pode fazer apologia ao ferimento de direitos conquistados ela não entendeu para que servem os direitos humanos. E a escola está errando em não ensinar isso. Negar o ensino de um conteúdo, uma teoria ou de direitos de cidadania na escola também é uma violação do direito à educação de todos, não só de surdos.
    4) A orientação da redação dizia que o texto deveria ser elaborado em observância aos direitos humanos (o problema é a interpretação sobre o que é (des)respeitar os direitos humanos pelo STF). Ademais, dado o tema, a questão nem é respeitar ou desrespeitar os direitos humanos, mas como dizer qualquer coisa sobre inclusão que não pela ótica dos direitos humanos?
    5) Aí que está a contradição da contradição. Como cobrar que os alunos respeitem os direitos humanos se eles entendem direitos humanos como “não falar mal das minorias” ou não ser contra as políticas públicas voltadas para elas e se a escola se nega a ensinar sobre isso?
    6) Diante disso, será que o tema foi adequado? Como esperar que os estudantes se posicionem sobre algo que é mais comum nas universidades e sequer é discutido nas escolas? Nega-se a eles um tipo de conteúdo e depois cobra-se que eles dissertem sobre algo que não debatem?
    7) Ou sei lá... Talvez a proposta de um tema desse para alunos do Ensino Médio produza algum tipo de reflexão e leve as escolas a incluírem a discussão em seu currículo. Como disse um amigo meu, não podemos esperar ter 30 anos e dois doutorados para falar sobre pessoas surdas.

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    1. Escola sem partido é escola sem pensamento?Na educação atual,onde professores transformam salas de aula em palanques políticos,a ultima coisa que terá é pensamento critico,afinal,quem discordar da professora levará logo um zero.E isso não adiantam negar,que é verdade.Imagine um professor entrar em sala de aula com o discurso do Bolsonaro e ensinar aos alunos tudo o que ele pensa,transforma-los em bolsominios,está certo?Não,então,influenciar alunos,esta errado,seja qual for a opinião do professor,dentro de sala de aula a opinião do professor não pode ser usada para influenciar aluno.Se existe a escola sem partido,é por que existe professores que transforam a escola em casa de seu partido.

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  30. Parabéns!!!
    Falou claramente tudo!!!
    Abç

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  31. Este comentário foi removido pelo autor.

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  32. Por que vcs problematizam tanto? Será que só quem pode falar a respeito de N assuntos são os profissionais da área?
    Se fosse uma redação com tema de saúde, então, só quem poderia fazer essa redação seria os profissionais da área de saúde?
    Gente, não é mais fácil pensar que o MEC quis ver o que os jovens estão pensando a respeito do tema do que ficar criando essa problematização toda?
    Sejam menos.

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  33. Muitos discordando do tema, ok! Compreendo.
    Mas alguém pensou na pessoa surda? Que independente de qual política seja aplicada, eles precisam de acesso e mesmos direitos que uma pessoa ouvinte?
    O tema só gerou polêmica pela falta de preocupação das massas com a minoria. Pessoas que geralmente são deixadas à parte. Se as escolas falam disso ou não, pense num mundo todo valorizado à sonorização que eles não tem acesso? Já pensando nesse ângulo dava-se p discorrer o tema.
    O tema era p universitários? Beleza... Uma das propostas do Enem não é encaminhar para o Nível Superior? Então os alunos só poderão falar sobre isso no ano que vem, esse ano, não? Não consigo compreender...

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    1. É claro que se deve pensar nos surdos! Mas um tema desses seria mais para quem tem conhecimento em pedagogia e educação. Alunos do ensino médio não tem formação para fazer um texto dissertativo-argumentativo dessa, pois os alunos não tem obrigação de ter conhecimento de políticas publicas e conhecimentos pedagógicos. Seria um tema adequado para um concurso de professor.

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  34. hahahah pra mim é tão claro, pena que não fiz o ENEM, a questão é sobre a formação educacional de surdos, não a formação de educadores para lecionar para surdos, esta última sim, seria técnica e específica, mas enfim, para quem entendeu, belezinha, para quem não, fica a choradeira.

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    1. Pra falar tanto da formação educacional de surdos quanto da formação de educadores para atender os surdos, faz-se necessário ter conhecimentos específicos de pedagogia, técnicas de ensino. didática, Libra e de AEE - Atendimento Educacional Especializado, sem os quais ninguém pode falar sobre desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Aliás, quando se fala em formação educacional seja de quem for perpassa-se também pela formação dos educadores... e principalmente sobre o conhecimento da realidade brasileira. Enfim, o tema é muito difícil para estudantes de ensino médio que aliás acho que nunca discutiram sobre isso em sala de aula. Falar de inclusão é uma coisa, falar de formação é outra.

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  35. Eu prontamente já fiz a minha ainda que não me ouçam por serem surdos o meu ser pensante grita porque existo.

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  36. Eu prontamente já fiz a minha ainda que não me ouçam por serem surdos o meu ser pensante grita porque existo.

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  37. No meio da minha redação exemplifiquei a dificuldade que outros deficientes tem em se interagir na sociedade ,no outro paragrafo citei sobre a dificuldade dos deficientes auditivos e visuais sobre as dificuldades que eles tem pra aprender nas escolas devido a não ter professores e materiais para melhor instrui-los ,sera que vou perder muitos pontos ou zerar minha redação? , estou muito preucupado :(

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  38. Esse tem é completamente fora do contexto ao qual os estudantes estão inseridos,é um tema para ser abordado no futuro de alguns deles é se forem educandos ou agentes públicos,ou seja, quem elaborou é um desqualificado, ou está de sacanagem com o futuro da sociedade.

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    1. vejo que vc é uma das pessoas mais sensata,pelos comentários e que colocou na pele do candidato(principalmente de escola pública)

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  39. Concordo plenamente, sou Mestre em Educação e professora de curso de Pedagogia e de formação de Gestores Educacionais, posso dizer de cadeira que este tema não será abordado pelos alunos de ensino médio da forma como deveria porque os mesmos não possuem conhecimentos pedagógicos e nem são especialistas para discorrer sobre formação nem deles próprios, quanto mais de surdos que é muito mais complexo. Nem os próprios pedagogos saberiam escrever sobre o assunto com convicção porque isto ainda está em pauta de discussão entre os especialistas em educação inclusiva. Então, será muito difícil para uma "criança" em fase de amadurecimento propor intervenções acerca de
    "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil." Sendo assim, o "sarrafo" da correção vai ter que ser abaixado, porque se não, muitos irão para o zero. O tema não sugere Inclusão e sugere intervenção para que os alunos deficientes auditivos consigam ter uma formação educacional de qualidade... Lastimável equívoco!

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  40. Elaborar uma questão dessas na Redação, é não está atualizado (a) com a atual realidade educacional que o País tem, ou não tem... Poucos são os que tem punho firme para descrever uma Redação desse nível, além do mais, esse assunto nunca foi pauta nas escolas para que os alunos tenham noção do que irá escrever. Como escrever algo que não é abordado, nem se quer existido. Entretanto, o tema é muito complexo para estudantes do ensino médio, principalmente de escolas publicas.

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  41. Jeosafá, quero, em primeiro lugar, parabenizá-lo pelo teu texto. Quando vi o tema no Facebook, achei que houvesse sido uma brincadeira. Jamais aginara que uma banca, pressupondo que seja composta por especialistas em produção textual, pudesse propor um tema sem levar em conta o público-alvo. Não obstante a relevância do tema, como você tão bem argumentou, ele é difícil de ser tratado até mesmo por pessoas que já lidam com a inclusão, mesmo com os que trabalham com a deficiência auditiva. Talvez, a única vantagem dessa situação seja trazer esse assunto para o debate. Em segundo lugar, obrigada por me fazer enxergar o possível motivo para esse tema. Na minha santa ingenuidade, achei que, quem produziu o tema, não quisesse polemizar caso o tema fosse, por exemplo, homofobia.O teu texto permitiu que eu tivesse mais elementos para compreender o que está por trás de um tema tão complexo. Obrigada

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  42. Concordo plenamente e digo mais nenhum safado desses sabem desenvolver esse tema, são uns carniceiros imundos que só querem comer o dinheiro da gente e massacrar a sociedade.

    # FORATEMER VC é tão imundo que nem o satanás te quer.

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  43. MUITA GENTE RECLAMANDO DO ENEM, QUE O GOVERNO É GOLPISTA E NÃO VAI FAZER NADA. AGORA ME EXPLICA POR QUE VOCÊ FEZ ENTÃO?

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  44. OTONIEL GONDIM. JUAZEIRO-BA.6 de novembro de 2017 20:14

    ÓTIMA ANÁLISE.O GRANDEJOGO DA BANCADA FOI, ÀS PRESSAS ME PARECEU, PÔR UM TEMA QUE FUGISSE DO QUESTIONMNETO IMINENTE SOBRE ' OS DIREITOS HUMANOS". ERROU FEIO E DETONOU MUITOS ESTUDANTES COM ISSO. COISA FEIA MESMO.

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  45. Bom minha singela opinião como mãe de uma menina com leve deficiência auditiva entendo como muito interessante essa abordagem, pois nos faz pensar na inclusão de verdade de todos os tipos de deficiência já pararam pra pensar quais os empregos destinados à eles e se o mesmo não tiver perfil para o tal, pq nos a grande maioria não estamos preparados para a linguagem de sinais pois se vou ao um Super mercado poderia ter alguém lá na farmácia como o médico em uma cirurgia como os seus auxiliares iriam te dar o apoio necessário se nos não o compreendemos eu vejo que nos não estamos preparados para eles e é hora de abrirmos nossos horizonte para todos mas todos mesmos.

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  46. A analise é ótima,mas qual a necessidade de colocar "fruto de um golpe de estado,governo golpista".A analise e as criticas seriam as mesmas se o governo fosse outro?Os alunos do ensino médio que fizeram o ENEM não são do "governo golpista" de Temer,são dos governo PT e PMDB.A educação esta péssima não é de um ano e meio pra cá,é de muitos anos,e muitos professores fecharam os olhos para vários problemas,por que o partido preferido estava no poder,mas como ele saiu,parece que abriram os olhos para os problemas na educação.Professores transformam salas de aula em palanques políticos,esta certo isso?Não comentei aqui para brigar com ninguém,apenas para dizer que professor não deve influenciar aluno a pensar como ele,e sim oferecer a ele toda e qualquer opinião,mesmo as que o professor não concorda.

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  47. O tema foi bom sim, e e foi feito para o público do ensino médio tbm, o governo apenas queria a opinião de todos sobre um assunto em que o governo menos investe, se querem uma solução nois demos na redação!

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  48. enem concurso agora!? Kkkkkkk só falta no concurso do TRF1 cair alguma coisa do enem, sendo que matéria do TRF é sobre pessoas com deficiência.

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  49. Achei uma falta de respeito com os alunos....se preparam tanto, e jogam essa redação de tema abusivo...nem eu que sou formada consigo desenvolver um texto relacionado a este assunto que desconheço. Peço p os organizadores mais respeito c os estudantes...daqui a pouco estão debatendo metas de governo....������

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  50. Ao meu ver... formação educacional não é somente "formação escolar",envolve outros meios... o indivíduo está inserido na sociedade,então,ele é fruto desse meio educacional... há aprendizagem na interação com outras pessoas em todos os segmentos da sociedade... vejo,então, uma abertura nesse título. A "formação educacional" é um tema abrangente que envolve também o meio social,cultural,econômico,etc. Assim sendo, formação educacional não abrange só a escola,mas sim a sociedade por inteira. Será que estou equivocada?

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  51. Quando o tema foi direcionado DIRETAMENTE para quem faz publicidade ninguém falou NADA, mas como o tema deste ano não era sobre mimimi de preconceito ou afins, aí tem um monte de esquerdinha que queria falar sobre genêro. Chola mais vai.

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  52. De nada adianta se o tema era ou não direcionado ao publico que realizou a redação.. Isso não justifica o fato de confundir deficiência auditiva com deficiência visual, assim co outros erros piores...

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  53. Foi legal o tema ter abordado esse nicho de pessoa,pois,de fato,a sociedade brasileira não os dão o devido valor:em um dos textos motivadores, exponha que foi apenas em 2002 que o sistema de libras é oficializada como a segunda língua nacional.Entretanto,foi um tema bem complexo para se avaliar o estudante de Ensino Médio,principalmente, aquele de escola pública.Li vários comentários acima recheados de moralismo,embora com razão.Todavia,se quisessem aborda o surdo,que seja,mas de um outro prisma,no qual a maioria dos candidatos conseguissem desenvolver o tema para um avaliação final justa.Ora da forma que o tema fora colocado,quem possui tal deficiência ou que trabalha nesse meio foi privilegiando em detrimento da maioria.Por conseguinte,isso feri os preceitos isonômico de um processo seletivo decente.Para quem acha que é mimimi,me desculpe mas é Senso Comum e não vale apena debater.Para as pessoas que acham que foi justo o tema e tudo mais faça o seguinte exercício mental:coloque -se no lugar do candidato ,que preparou um ano inteiro com seriedade,na hora da prova...quem não fez é muito fácil ficar jogando "pedras na vidraça"

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  54. Este comentário foi removido pelo autor.

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  55. Já pensaram bem no Tema da Redação?
    "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil"

    Entendo que qualquer aluno candidato ao ENEM deveria saber, e muito bem falar sobre o assunto, e vou explicar meu ponto de vista.
    Notem que o tema proposto não se restringe apenas às pessoas com deficiência auditiva, mas a todos os "surdos", inclusive os ouvintes.
    Em toda sala de aula, sem exceção, há "surdos", não necessariamente com deficiência auditiva. Digo isso exatamente por presenciar no ambiente escolar e universitário "surdos" ouvintes, ou seja, ouvintes que se fazem de surdos. Muitos ouvintes se fazem de surdos por não prestarem a devida atenção às aulas, por não realizarem as atividades propostas, por desrespeitarem os seus mestres e seus colegas de sala, por não participarem das discussões coletivas, por não se preocuparem em estar atualizados com respeito aos acontecimentos sociais, políticos e econômicos de nosso país e, por aí vai!
    Muitos se fazem de surdos por conveniência própria, não só no ambiente escolar ou acadêmico, mas também na vida privada, na vida profissional, social e familiar, não se importando com as pessoas ou, com os acontecimentos à sua volta. Isto reflete em toda a sociedade e tem trazido consequências irreparáveis no comportamento das pessoas.
    Um exemplo disso é o aumento do número de suicídios em nosso país. Muitos poderiam ser evitados se as pessoas ao seu redor não se fizessem de surdas, se mostrando insensíveis aos pedidos de socorro de uma pessoa deprimida, sejam eles verbais, emocionais ou comportamentais e, essa é apenas uma, dentre inúmeras, das consequências da "surdez" que se faz presente em nossa sociedade.
    Mas, e os alunos e professores, como lidam com a "surdez" na sala de aula, tendo em vista que ela atrapalha e prejudica a todos, especialmente os que realmente desejam aprender, inclusive os com deficiência auditiva?
    Os "surdos" atrapalham, especialmente por seu comportamento. Eles não estão interessados em aprender e, não estão nem aí para os em sua volta. Eles brigam com os professorem, os agridem, física, emocionalmente e verbalmente, fazem bagunça, arruaça, barulho, e, nem ligam para isso, porque são "surdos".
    E, esse é o verdadeiro desafio! Como lidar com esses "surdos"?
    Como "educá-los" de verdade?
    Os deficientes auditivos, em sua grande maioria, não são "surdos", eles nos ouvem, eles querem aprender e, precisam disso, talvez até mais do que os ouvintes!
    A Língua Brasileira de Sinais é uma realidade em nosso país e, como segunda língua oficial, deveria fazer parte do ensino e aprendizagem nas escolas assim como a língua portuguesa. Desde criança, todos deveriam ser alfabetizados e instruídos a compreender e se comunicar nas duas línguas e, isso tem que começar já, para que a próxima geração possa estar habilitada a se comunicar e tratar de forma igualitária os deficientes auditivos.
    Os "surdos" continuarão a ser um problema, mas esse será outro desafio!!!

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  56. Preocupei logo que vi nos sites o tema da redação sobre o estudo de libras ou melhor sobre uma deficiência. Nossos jovens não tem essa preparação no ensino medio. Sou professora do ensino fundamental anos iniciais, sempre estou fazendo cursos e leitura sobre o tema citado, graças as conversas e dialogos que tenho com meu filho (17 anos), ele conseguiu argumentar sobre o tema.

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  57. Concordo, foi exatamente o que eu disse ( exceto a parte de Golpe ) mas , infelizmente além das deficiências de visão, e audição tem gente que tem a deficiência de entendimento do que lê, não entendeu que se o tema fosse inclusão seria pertinente , mas "formação educacional" NÃO É um tema para ser dissertado com propriedade por aluno de Ensino Médio! O que escrevi em meu Perfil no Facebook foi: "Será que é tão difícil assim admitir que o tema da redação no Enem foi muito especifico?. E não estou falando da especificidade de um tipo de necessidade especial, no caso a surdez. Mas da questão temática ser sobre "Desafio para FORMAÇÃO Educacional" d@ surd@ . Tema ótimo por sinal para um concurso de seleção de profissionais de Pedagogia. Ora, essa é uma questão que não pertence ao cotidiano da maioria das pessoas, ao meu ver ela diz respeito as inquietações do profissional de Pedagogia e áreas afins. Se a proposta era promover reflexão e debate sobre o tema, penso que a proposta deveria ser outra , na qual cada candidato/aluno/cidadão se posicionaria a partir de suas vivências e experiências. Do surdo que pede ajuda nos coletivos entregando um panfleto com a linguagem de sinais, o rapaz que vi em apuros ao tentar se comunicar sem sucesso com uma atendente do SESC em SP; ao grupo de jovens em excursão que encontrei em um trem na França foram 3 situações vividas que me permitiriam discorrer sobre a necessidade de se ampliar o processo educativo para que o não-surdo possa colaborar para a inclusão social do surdo.

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  58. Este país em que vivemos ,em que supostamente , dizemos que estamos numa democracia,cada dia mostra mais a sua cara.
    Acabo de ser bloqueada no Facebook,porque quis compartilhar esta nota e acrescentei a minha opinião sobre o assunto.
    Vejam meu texto bloqueado com alguns destaques ,entre aspas, sobre o que li aqui.
    Os alunos,escolas e professores deveriam fazer um movimento para anular a prova de redação.São horas e horas de dedicação,estudos e os jovens têm que enfrentar um inimigo da educação poderoso,esta cambada que administra a educação no país.Com uma política de destruição,minando o que um ser humano pode ter de mais valioso,a educação escolar.
    Como o governo em sua trajetória vergonhosa para destruir a educação de nossos jovens não mede esforços,coloca na mão do jovem do ensino médio, quem sabe, uma solução para a crise educacional no Brasil.
    "O tema não é a inclusão de surdos ou do portador de deficiência auditiva severa , nem a necessidade de respeito à pessoa humana com limitações seja de que ordem for. O tema, explicitamente, é "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil."
    Minha neta ,que é excelente aluna de redação,disse que o tema abordado em sala de aula,sempre foi o da abordagem em nível de dificuldades pertinentes às dificuldades por qualquer tipo de deficiencia.Política de ensino,propostas,etc....O tema proposto pedia conhecimentos técnicos que só os pedagogos e profissionais da área sabem abordar.
    Leiam este texto,vale a pena.
    "A expressão "formação educacional", em particular, terá de ser considerada com extrema larguesa, pois estudantes de Ensino Médio simplesmente não tem a menor obrigação de dominar as especificidades relativas à pedagogia voltada para surdos, principalmente quando a própria gestão atual do MEC tem tão pouco a dizer sobre esse assunto."
    Texto entre aspas de Os alunos,escolas e professores deveriam fazer um movimento para anular a prova de redação.São horas e horas de dedicação,estudos e os jovens têm que enfrentar um inimigo da educação poderoso,esta cambada que administra a educação no país.Com uma política de destruição,minando o que um ser humano pode ter de mais valioso,a educação escolar.
    Como o governo em sua trajetória vergonhosa para destruir a educação de nossos jovens não mede esforços,coloca na mão do jovem do ensino médio, quem sabe, uma solução para a crise educacional no Brasil.
    "O tema não é a inclusão de surdos ou do portador de deficiência auditiva severa , nem a necessidade de respeito à pessoa humana com limitações seja de que ordem for. O tema, explicitamente, é "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil."
    Minha neta ,que é excelente aluna de redação,disse que o tema abordado em sala de aula,sempre foi o da abordagem em nível de dificuldades pertinentes às dificuldades por qualquer tipo de deficiencia.Política de ensino,propostas,etc....O tema proposto pedia conhecimentos técnicos que só os pedagogos e profissionais da área sabem abordar.
    Leiam este texto,vale a pena.
    "A expressão "formação educacional", em particular, terá de ser considerada com extrema larguesa, pois estudantes de Ensino Médio simplesmente não tem a menor obrigação de dominar as especificidades relativas à pedagogia voltada para surdos, principalmente quando a própria gestão atual do MEC tem tão pouco a dizer sobre esse assunto."(entre aspas,retirado de https://amplexodojeosafa

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  59. Concordo com o anônimo...não sei por que não pode ser esse tema?????
    Só tem surdos e mudos na Educação???
    Na escola se debate sim assuntos dessa natureza!!!
    Geração todinho acha defeito em tudooooo...

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  60. Na minha redação abordei que o Governo Federal deve capacitar diminuir o distanciamento que existe entre os surdos e o resto da população criando Leis que obrigue todas as escolas a terem o curso de Língua Brasileira de Sinais tendo em vista que além de ser inclusiva, Libras é nossa segunda língua oficial do País e que os órgãos assistências produzissem campanhas para trazer os surdos para dentro das escolas e que também o Governo Federal deve abrir incentivos fiscais para incentivar as empresas privadas a contrarem a população surda e o resto meu amigo foi encher linguiça pq que caralho de tema foi esse... Se ao invés de Formação educacional fosse inclusão social aí sim teríamos um leque de abertura para o tema... puxei na memórias todos os surdos que eu conhecia mas em nada me ajudou pois o tema era formação educacional... A única coisa que sabia é que as APAEs já não mais era responsável pela educação dos deficientes... e eu lá sabia como é feito hoje. Fiquei 10 min xingando o tema em pensamento e mais 10 tentando voltar para a realidade.... outra observação 01 folha de A4 não é rascunho suficiente para fazer uma redação.

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  61. Sou professor da Rede Federal. O Governo Federal recentemente publicou a lei de cotas para Pessoas com Deficiência ingressarem no ensino médio e superior. De um lado, cria uma lei, de outro, não dá as condições mínimas para atendimento a esse público.
    Os professores não recebem nenhum tipo de orientação de como lidar com esse público específico. Há relatos de alunos surdo-mudos em escolas estaduais que simplesmente saem sem aprender praticamente nada.
    Concordo com o autor quando questiona se o tema não seria direcionado às autoridades que são responsáveis pela criação das leis e das políticas de inclusão.
    Acredito que usaram o ENEM para levantar um debate nacional. Entretanto, o público-alvo e o veículo aparentemente não foram os corretos.

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  62. Sou professor de ensino superior e achei o tema muito específico e mal colocado. Fico a pensar se, com honestidade, os que defendem um tema tão específico para o ensino médio, teriam capacidade e conhecimento técnico para redigir uma redação no Enem cujo cerne fosse, por exemplo, os desafios na formação educacional de cegos. O que vocês acham?

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  63. CONHEÇO ESSE MINISTRO (ZINHO) DA EDUCAÇÃO, O TAL DO MENDONÇA FILHO (MENDONÇINDA) É DE FAMÍLIA DE POLÍTICOS CORRUPTOS, IGNORANTES, ANALFABETOS. ESSE MINISTRO (ZINHO) É COMO SUA FAMÍLIA E O QUE FAZ SÓ É MERDA (ESTÁ AÍ).

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