segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O DINHEIRO SUJO DOS MERCENÁRIOS THINK TANKS

Uma rede alimentada por bilhões de dólares de multinacionais e corporações globalizadas com sede nos EUA se especializou em derrubar governos que ofereçam alguma resistência às estratégias de lucro predatório dessas mesmas multinacionais e corporações.

Sob o mantra do ultraliberalismo selvagem, escondem-se práticas criminosas que vão da fabricação de notícias falsas em escala astronômica nas redes sociais à compra de jornalistas da grande imprensa, passando pelo suborno de membros do Judiciário, do Legislativo e do Executivo de países vulneráveis.
São Paulo nua e crua.
Formada por uma articulação globalizada de órgãos, institutos, movimentos e personalidades de ultradireita, essa rede volta-se em primeiro lugar para a desmoralização e destruição de governos que tenham algum pendor social; num momento seguinte, para o entronamento de governos de direita ultraliberal, cujo programa nada mais é do que a entrega das riquezas dos respectivos países a essas multinacionais e corporações, em proveito obviamente dos EUA.

No Brasil, Instituto Millenium (ligado à rede Globo), movimentos como MBL e MCC (Movimento Contra a Corrupção), são células cancerígenas dessa rede. Como essas empresas e corporações não podem abertamente assumir seus propósitos, empregam mercenários digitais da política, que, enrolados em bandeiras nacionais, traem seus países por um preço que envergonharia Judas. (Leia aqui o que o próprio Insituto Millenium fala sobre think tanks).

Empregando semelhante estratégia, cujo motor principal é a disseminação viral de notícias falsas, a ultradireita racista alemã saltou dos magros 5%  para eloquentes 13%, nas eleições deste domingo. A mentira, a provocação, o suborno, o dinheiro de origem disfarçada e obscura são a placenta dessa rede que empurra o mundo para uma radicalização de consequências imprevisíveis.

Convido os amigos e lerem a esclarecedora reportagem do The Intercept Brasil, Esfera de Influência. Para quem tem dúvida do papel dos EUA na destruição da democracia na América Latina e no mundo, eis aí uma oportunidade de pôr essa dúvida a prova.

JEOSAFÁ, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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