sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pra estraçalhar o golpe temos que estraçalhar CADA discurso dele com a nossa linguagem TORTA e LOUCA

DERROTAR O GOLPE NO CAMPO DA LÍNGUA
Precisamos atacar o preconceito contra os trabalhadores, que é a base do golpe contra o qual estamos lutando agora. Ele se expressa por meio da língua. As humilhações que Lula sofre não é porque ele é "analfabeto" (como insistem os preconceituosos para destruí-lo), mas porque é o melhor e mais forte representante dos trabalhadores hoje.

Se não desmontarmos e derrotarmos esse preconceito no campo da linguagem, que legitima as ações dos reacionários, ele será empregado (e é) contra nós: "Trabalhador não sabe escrever, sequer falar, quanto mais governar!"

Temos que combater nessa frente: a do preconceito linguístico - base da famigerada "escola sem partido". Noutras palavras: não dá para derrotar o golpe e reconquistar a democracia sem desconstruir o que eles dizem, a partir da afirmação da nossa identidade linguistica, social e de classe. E nossos "erros" de português fazem parte dela. 
Na língua portuguesa cabe todo mundo.
Por isso devemos responder aos discursos fascistas e golpistas não na língua e nos termos deles, mas nos nossos! Se formos capazes de enfrentar o preconceito, inclusive os nossos mesmos, se desmontarmos o preconceito no coração de nossos parentes, amigos e pessoas mais próximas, estraçalharemos o golpe de baixo para cima, saíremos desta difícil jornada melhores e com um Brasil melhor, porque fruto de um povo melhor.

E quem não suportar nossos "erros" de português, que vá errar em inglês em Miami.

Brigaduuuuu pela leitura.
Meus artigos são escritos entre pilhas de provas e trabalhos de meus alunos.  
  
Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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