segunda-feira, 8 de maio de 2017

SENTADO SOBRE UM BARRIL DE DINAMITE, MORO ACENDE O PAVIO


Moro e a rede Globo semearam o ódio por todo país desde o início da operação Lava Jato, que se converteu nestes anos mais recentes numa verdadeira caçada humana enlouquecida ao ex-presidente operário Lula - exposto sempre ao linchamento, jamais a um processo justo.

No momento em que o circo de ódio de Moro e da Globo se aproxima do "grand finale", que é a tentativa de prisão arbitrária de Lula, Curitiba vive situação de estado de sítio desde sábado (6/5/17), após o infausto vídeo de Moro a seus correligionários, dos cartazes estimulando linchamento de Lula espalhados por empresários pela cidade, e da decisão da juíza Diele Zydek, que entrou no circo romano para afrontar a Constituição Federal e proibir manifestações, num escárnio à democracia, na mesma proporção daquele promovido em Brasília pelo general Nilton Cruz, durante a votação das Diretas Já, em 1984.
Outdoor de Curitiba com intervenção de apoiadores de Lula.
O clima tenso de Curitiba se espalha pelo Brasil, pois de todas as capitais partem caravanas para protestar apoio a Lula e contra a arbitrariedade de um juiz que ao invés de falar nos autos do processo, fala nas redes sociais e na rede Globo, em seu programa mais nefasto de domingo: o Fantástico, há muito usado como vitrine de linchamentos de inimigos da família Marinho.
Moro proibiu o que o que é lei, portanto é um fora da lei.
Com a proibição da juíza (cúontra a qual já foi tomada solicitada judicial), a PM local, especializada em massacrar professores, está autorizada legalmente a empregar toda a violência que lhe é peculiar, incluso aquela de bombardear manifestações a partir de helicópteros. Não se pode esperar bom resultado de uma soma como essas. Some-se a isso ainda a absurda proibição, imposta por Moro ao arrepio da lei contra a lei, de que a defesa grave integralmente o depoimento de Lula.

Porém, esse é um embate que não pode ser evitado. Assim como a votação das Diretas Já, o confronto entre Lula e Moro é o ponto agudo da disputa entre a democracia e o golpe de Estado em curso no país. Quem sair vitorioso dele (um confronto tão decisivo quanto aquele sitiado por Nilton Cruz) dirigirá o futuro do país por longo período. Nesse sentido, é tudo ou nada para Moro, mas é também tudo ou nada aos democratas, para os quais não cabe outra palavra que não seja CORAGEM.

Grato pela leitura. Meus artigos são escritos entre pilhas de provas e trabalhos de meus alunos.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

http://www.lojanovaalexandria.com.br/catalogsearch/result/?q=era+uma+vez+no+meu+bairro

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