sábado, 6 de maio de 2017

MORO: A CRÔNICA DE UM INÚTIL ANUNCIADO

Sérgio Moro está com um sério problema para enfrentar Lula no próximo dia 10 de maio em Curitiba: já o condenou por antecipação e tentará fazer de conta que a audiência tem algum valor, de modo a legitimar uma sentença que antecedeu até mesmo a abertura do processo jurídico e prolongar seus últimos momentos de fama. Mal ator e mal caráter, tem poucas chances de convencer o público e fazer sucesso.

A novela global de 5a. categoria que Moro tentará exibir na próxima quarta-feira, 10 de maio, em Curitiba, ocorrerá com atraso de uma semana (estava marcado para o dia 3, mas Moro amarelou) com todos já conhecendo o final da peça: "O PT é uma organização criminosa, o Lula montou o governo para roubar, o Lula era o chefe", cravou o próprio Lula ao falar no Congresso do PT em São Paulo.

Assim, a "delação" de Renato Duque a Moro (06/05/17), como de praxe sem provas e sem pé nem cabeça, que deveria ser o tiro de misericórdia na candidatura de Lula às eleições de 2018, teve efeito nulo na própria estratégia de Moro. Mesmo a tática da rede Globo  (massacrando em seu jornalismo marrom as imagens do corrupto, na tentativa de convertê-lo em herói por incriminar Lula) não surtiu efeito, uma vez que repetiu com previsibilidade e de modo piorado o que falhara com Léo Pinheiro, outra "bala de prata" contra Lula falhada no teatrinho também falhado no dia 3 de maio.

O já condenado a décadas de prisão, para tentar reduzir sua estada nas jaulas do nosso belo sistema prisional, após 3 anos teve um "surto de memória", e resolveu se lembrar diante do juizeco da República Anã de que se reunira secretamente com Lula num hangar de aeroporto e que o ex-presidente, em surto de preocupação fraternal com o futuro do corrupto o teria orientado a fechar suas contas na Suíça.

Lula, seus advogados, os camisas amarelas, o PT, as esquerdas, as classes trabalhadoras, a burguesia, minha querida amiga miseravelmente atacada de Alzheimer e até os bebês ainda por nascer nos próximos meses de 2017 sabem que Moro já condenou Lula. Não há nada de novo em cartaz, só reprises enfadonhas. Por isso a cena de Moro se esvaziou, michou. Não tem o que dizer nos próximos capítulos dessa novela. Ele mesmo se tornou a crônica previsível de um inútil anunciado, que prolonga sua última fala pois sabe que, ao pronunciar sem novidade o monólogo por todos conhecido de cor e salteado, de trás para a frente e da frente para trás, será cortado da folha de pagamento da Globo e desaparecerá no ostracismo, com sua República anã.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.


http://www.lojanovaalexandria.com.br/catalogsearch/result/?q=era+uma+vez+no+meu+bairro

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Grato pela força . Esses artigos são escritos entre pilhas de provas e trabalhos de meus alunos. Sem destruirmos politicamente Moro, ele atingirá seu objetivo final. É isso que temos de fazer se não quisermos afundar na pior ditadura. Abs.

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