terça-feira, 18 de abril de 2017

ELE QUER FAZER COM LULA O QUE FEZ COM MARISA LETÍCIA

Em ação sincronizada com a rede Globo, Sérgio Moro, sem o menor respeito à lei, determina que Lula seja coagido a acompanhar nada menos de 87 depoimentos. O que é um direito  do réu (que ele exerce se quiser) foi convertido em instrumento de tortura psicológica e prática, uma vez que o Lula terá que se deslocar de onde estiver para Curitiba a cada audiência. Com isso, Moro não quer apenas prender Lula, mas destruí-lo com fez com Marisa Letícia. Ao massacre midiático da Globo, que tenta com isso esconder Aécio, Alckmin, Serra e FHC, delatados pela Odebrecht, se soma a tortura de um mau juiz e mau caráter.

A fixação de Sérgio Moro por Lula tem componentes políticos inequívocos, mas também psíquicos. Ambos se retroalimentam. Como a delação da Odebrecht da lista de Fachin atingiu em cheio a cúpula do PSDB que Moro tem a missão de defender, ele e a rede Globo, com a qual atua em sincronia finíssima, se viram forçados a dar carga máxima em suas ações para tirar do foco os políticos que estão incumbidos de defender. Porém nem só de raciocínio político vive a república clandestina de Curitiba: o ódio dos Marinho e de Moro por Lula é de tal magnitude que os faz perder o senso de realidade.

Por um lado, o exagero do noticiário da Globo revelou descontrole e escancarou a militância partidária da emissora, pois as denúncias em massa e as investigações abertas seguiram rumo inverso ao de seu noticiário: apontando diretamente o ninho tucano. Por outro lado, Moro, afoito em pegar carona no bombardeio da Globo contra Lula, movido por seu ódio, incorreu em um abuso de autoridade flagrante, do qual terá dificuldade de se desembaraçar.

Como o dia 3 de maio se tornou um problema gigantesco para Moro, haja vista a praça de guerra que Curitiba pode se tornar nesse dia, ele tentou de um só golpe:
  1. Livrar-se do já incômodo dia 3 de maio, estendendo-o no tempo, ao multiplicá-lo o por 87.
  2. Submeter Lula à mesma tortura e ao mesmo fim que ele reservou a Marisa Letícia.
Moro não é apenas um político de tocaia no Judiciário e protegido pela toga (item 1 acima), é um paciente sintomático, sádico, desequilibrado, mitômano, e megalomaníaco, sem condições morais ou psíquicas para exercer a função de juiz (item 2 acima).

No primeiro caso, deve ser desmascarado e impedido de julgar Lula ou quem quer que seja; no segundo, deve ser afastado da função, encaminhado para tratamento psiquiátrico ou internado.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

http://www.lojanovaalexandria.com.br/catalogsearch/result/?q=era+uma+vez+no+meu+bairro

2 comentários:

  1. Thiago Bottino, professor de Direito Penal da FGV Direito Rio:
    “É direito da defesa pedir a oitiva de 87 testemunhas. Não há abuso. Embora a lei tenha fixado o número de oito testemunhas por réu, essa questão já foi relativizada pelo Supremo. Cabe ao juiz acatar ou não os pedidos. Se Moro aceitou as 87, é porque concorda haver motivo para ouvi-las. Ele não teria errado se tivesse indeferido uma parte dos pedidos. Mas não há previsão legal para exigir a presença do Lula nas sessões. O entendimento do Supremo é claro: a defesa é um direito, não obrigação. Isso não é um jogo que as pessoas fazem as leis como querem. A defesa, agora, pode pedir para o magistrado reconsiderar seu despacho, recorrer ao TRF ou simplesmente ignorar a determinação do juiz. O que Moro vai fazer se o ex-presidente não comparecer às sessões? Mandar prendê-lo? Ele não pode fazer isso."

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