quarta-feira, 24 de maio de 2017

VOCÊ NÃO FOI ENGANADO POR NINGUÉM. ESSE CRIME AÉCIO NÃO COMETEU


Você não foi enganado por ninguém. Você realmente e do fundo do seu fígado desejou o linchamento de petistas e comunistas, mas também de homossexuais, de negros, de pessoas em situação de rua, de jovens infratores, de índios e de corruptos, desde que não fossem do seu partido e do seu gosto.

Ninguém enganou você, nem você se enganou. Você quis mesmo a volta da ditadura militar, da tortura, da censura, da pena de morte, o fim das eleições - e por conseguinte da democracia, não obstante elegendo os piores corruptos para o atual Congresso Nacional.

Você quis sim, e festejou, a derrubada por meio de um golpe, de um governo eleito por voto direto. Você riu, sim, do adesivo infame da presidenta Dilma de pernas abertas na entrada de um tanque de combustível, riu também do apelido dado por Moro a Lula, Nine, por causa de sua deficiência física em uma das mãos.

Aécio não enganou você, nem você se enganou com Aécio. O que ele era todos sabíamos, e o que você lamenta agora não é o roubo bilionário que ele promoveu - e você sabia disso, sim. Você se lamenta de ter sido flagrado com ele, você lamenta que seu Facebook esteja cheio de fotos e mensagens de apoio a ele.

Resumindo, você diz que foi enganado, mas na verdade quer apenas fugir do flagrante, só isso. Até porque você continua apoiando linchamentos morais e físicos de petistas e comunistas mas também de homossexuais, negros, pessoas em situação de rua, jovens infratores, índios - e corruptos que não sejam do seu time. Você continua do fundo do seu fígado desejando a volta da ditadura militar, da tortura, da censura, da pena de morte, o fim das eleições e da democracia.

Você não mudou nem se arrependeu do que fez, está apenas terceirizando para o Aécio a parte grande da culpa que lhe cabe. Não, ninguém enganou você: você é que nos quer enganar agora.

Grato pela leitura.
Meus artigos são escritos entre pilhas de provas e trabalhos de meus alunos.  


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

O COLAPSO DO GOLPE


TEMER E AÉCIO SE APERTAM NO ABRAÇO DE AFOGADOS.

Somente um curto-circuito generalizado no bloco golpista abriria espaço para ofensiva das esquerdas. E esse curto-circuito apocalíptico está em curso e aumentando hora a hora.

A delação dos donos da JBS vazada diretamente para a rede Globo na noite de 17/05/17, novamente, além de enterrar de uma vez o moribundo governo Temer, que vai resistir o quanto puder, como qualquer máfia, revelou a face sombria do golpe.

Numa linguagem direta e sem meias palavras, Aécio Neves, sustentáculo do golpe, encomenda o assassinato do próprio primo, que ao dar com a língua nos dentes, caso preso, o que efetivamente ocorreu, exporá seus crimes e sepultará sua vida política de uma vez por todas.

O portal Brasil 247 informa:

"Gravações feitas pelos donos da JBS Friboi revelam pedido de propina de R$ 2 milhões por parte de Aécio Neves; o mais estarrecedor do áudio, no entanto, é a sugestão do presidente do PSDB para matar o recebedor da propina antes que haja uma delação; "Tem que ser um que a gente mate antes de fazer delação", disse o tucano; depois, Aécio diz: "Vai ser o Fred, com um cara seu [Joesley]. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho"; Fred, a quem Aécio se refere, é Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador e ex-diretor da Cemig, que acabou recebendo o dinheiro, em uma cena filmada pela Polícia Federal"

As manifestações deste fim de semana pelo país jogaram papel importante na mobilização do Ocupa Brasília do próximo dia 24/05/27, que exigirá a saída de Temer e a convocação de eleições diretas já.

Acompanhe a análise de primeira mão do jornalista Antônio Martins, do portal Outras Palavras:


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Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Hei, Globo! Vai... ver se eu tô na esquina!

Não precisamos nem da Globo nem  de nenhuma das emissoras ou dos jornais desse punhado de famílias prepotentes que escravizam a mente dos brasileiros. Este modesto blog Amplexos do JeosaFÁ, de um também modesto professor, que também escreve entre pilhas de provas e trabalhos de alunos, ultrapassou a jato hoje à noite a barreira de 3.000.000 de acessos, dois dos quais nos últimos doze meses, com postagens contra o golpe de Estado e seu principal instrumento, o pretenso juiz Sérgio Moro.

Enfrentar a guerra midiática de que Hugo Chaves falou é tarefa dos revolucionários deste início de século XXI. 

Passeata contra o golpe no início de 2014.


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Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

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GLOBO DEVE DEMITIR SÉRGIO MORO NAS PRÓXIMAS HORAS POR TER BROCHADO PELA 3a. VEZ

Pela terceira vez consecutiva o deputado federal do PSDB no judiciário de Curitiba Sérgio Moro fracassa em prender Lula. Fontes afirmam que o departamento de teledramaturgia da rede Globo, descontente com o desempenho do ator na novela da Lava Jato, já estuda um nome para substituí-lo na função de pato amarelo caçador de sapo barbudo.

A rede Globo deu chances de sobra para que seu galã da novela Lava Jato ]Sérgio Moro desempenhasse com algum efeito midiático seu papel de mocinho em novela de 5a. categoria. Porém o ator fallho miseravelmente nas três oportunidades que os irmão Marinho lhe proporcionaram.

Na primeira, em 4 de março de 2016, uma sexta feira, além do grupo especial da Polícia Federal, fantasiado de tropa de invasão do Iraque, até jatinho especialmente preparado havia no aeroporto de Congonhas para levar o ex-presidente Lula algemado para Curitiba. Porém, três ou quatro centenas de militantes e mais, segundo consta, setores da Aeronáutica, estragaram a performance do Durango Kid de Maringá city.

Na segunda, 3 de maio passado (2017) o próprio Durango Kid errou na data da prisão, pois a agendou para depois de uma Greve Geral, seguida de um 1o. de Maio cheio de protestos pelo país - o que o colocava numa posição tipo aquela em aque Napoleção pedeu a guerra. Nesse caso, ele mesmo reconheceu o fracasso antecipado, disconversou e empurrou a data mais para frente, tentando rechear a pisada no tomate com duas delações podres (Léo Pinheiro e Renato Duque), que foram enterradas tão logo divulgadas pela rede Globo, pois fediam a carniça e saíram pela culatra.

No dia de ontem, a terceira tentativa já no avançado da hora, Moro não podia falhar: tinha que dar voz de prisão a Lula, senão... Porém o juizeco brochou pela terceira vez, o que causou um curto-circuito na novela da Lava Jato, principal atração da empresa afundada em dívida da família Marinho. 

Do depoimento em que Lula deveria sair algemado para servir de matéria exclusiva para o Jornal Nacional, o líder operário saiu para a consagração popular de uma República de Curitiba tomada de populares vindos de todos os estados do país para impedir sua prisão arbitrária, cantada em verso e prosa por William Bonner.

Como perdeu a deixa, a cúpula da rede Globo já avalia que o juizeco de Curitiba não tem mais qualquer serventia e ainda onera sobremaneira sua folha de pagamento. Com isso, a Lava Jato contribui para o aumento do desemprego, porque a partir de agora Sérgio Moro passará a ser apenas um funcionário público (embora regiamente remunearado), deixando vago o cargo de caçador de sapo barbudo (que a rede Globo terá muita dificuldade para preencher no judiciário em curto prazdo, pois um capacho como Moro não se forma da noite para o dia).

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terça-feira, 9 de maio de 2017

GLOBO E MORO PLANTARAM VENTO, AMANHÃ COMEÇAM A COLHER FURACÃO

A rede Globo e o seu funcionário de luxo no judiciário, o político concursado juiz, Sérgio Moro, desde o início da Lava Jato (uma operação que erra até no português, pois a expressão correta é "lava a jato"), plantaram ódio visando o linchamento político, moral e físico de Lula. Não contavam porém que no exato momento de enfrentá-lo, estivessem no fundo do posso de seu prestígio, enquanto Lula convertia-se em uma verdadeira força da natureza a levantar o país em defesa da democracia e da recuperação econômica. Plantaram vento, vão colher furacão: furacão Lula. E a colheita começa amanhã em uma Curitiba tomada pelos trabalhadores.
Assim, se o aparato militar deslocado para Curitiba a desfilar pelas ruas como se elas fossem área de treinamento da caserna era para intimidar, se ofereceu apenas, à quem o assistiu, como um espetáculo bizarro de quem tem medo do povo, pantomima digna de desprezo e repulsa.

Empregar a Guarda Nacional, paga com o dinheiro do povo, para intimidar o povo (que se deslocou de todos os estados brasileiros para defender a democracia no covil do ditador) é uma atitude que além de revelar complexo de culpa, revela também fraqueza moral - e uma tropa sem moral está fadada ao fracasso antes de qualquer batalha.


Vídeo provocativo dando "boas vindas" a manifestantes.

Moro inicia sua performance midiática de amanhã (10/05/17) derrotado. Sua claque, de moral baixa, festejou a deixa que ele deu em vídeo no sábado (06/05/17) para ela não comparecer - pois não compareceria mesmo: as últimas manifestações de apoio a Moro pelo Brasil não reuniu nem duas dezenas amareladas de patos pingados, nas poucas cidades em que eles resolveram aparecer e passar vergonha diante das câmeras.

De qualquer modo, desequilibrado que é, Moro pode tentar uma medida tresloucada de força contra Lula. Nesse caso, o caldo vai entornar para cima dele, da rede Globo, de Temer e o país, com certeza, viverá uma conflagração de proporções desconhecidas, mas previsíveis e ao alcance no horizonte próximo. O olho do furacão, de Curitiba, desencadeará vendavais por todo o Brasil. Moro e sua empregadora estão pagando para ver.
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

SENTADO SOBRE UM BARRIL DE DINAMITE, MORO ACENDE O PAVIO


Moro e a rede Globo semearam o ódio por todo país desde o início da operação Lava Jato, que se converteu nestes anos mais recentes numa verdadeira caçada humana enlouquecida ao ex-presidente operário Lula - exposto sempre ao linchamento, jamais a um processo justo.

No momento em que o circo de ódio de Moro e da Globo se aproxima do "grand finale", que é a tentativa de prisão arbitrária de Lula, Curitiba vive situação de estado de sítio desde sábado (6/5/17), após o infausto vídeo de Moro a seus correligionários, dos cartazes estimulando linchamento de Lula espalhados por empresários pela cidade, e da decisão da juíza Diele Zydek, que entrou no circo romano para afrontar a Constituição Federal e proibir manifestações, num escárnio à democracia, na mesma proporção daquele promovido em Brasília pelo general Nilton Cruz, durante a votação das Diretas Já, em 1984.
Outdoor de Curitiba com intervenção de apoiadores de Lula.
O clima tenso de Curitiba se espalha pelo Brasil, pois de todas as capitais partem caravanas para protestar apoio a Lula e contra a arbitrariedade de um juiz que ao invés de falar nos autos do processo, fala nas redes sociais e na rede Globo, em seu programa mais nefasto de domingo: o Fantástico, há muito usado como vitrine de linchamentos de inimigos da família Marinho.
Moro proibiu o que o que é lei, portanto é um fora da lei.
Com a proibição da juíza (cúontra a qual já foi tomada solicitada judicial), a PM local, especializada em massacrar professores, está autorizada legalmente a empregar toda a violência que lhe é peculiar, incluso aquela de bombardear manifestações a partir de helicópteros. Não se pode esperar bom resultado de uma soma como essas. Some-se a isso ainda a absurda proibição, imposta por Moro ao arrepio da lei contra a lei, de que a defesa grave integralmente o depoimento de Lula.

Porém, esse é um embate que não pode ser evitado. Assim como a votação das Diretas Já, o confronto entre Lula e Moro é o ponto agudo da disputa entre a democracia e o golpe de Estado em curso no país. Quem sair vitorioso dele (um confronto tão decisivo quanto aquele sitiado por Nilton Cruz) dirigirá o futuro do país por longo período. Nesse sentido, é tudo ou nada para Moro, mas é também tudo ou nada aos democratas, para os quais não cabe outra palavra que não seja CORAGEM.

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domingo, 7 de maio de 2017

VOCÊ SABE MESMO QUEM É SÉRGIO MORO?

DOSSIÊ MORO  - Um prodígio de garoto, né? SQN. Por James Fricke. Via Nádia Cristina Tremés

1 – Nascido em em Ponta Grossa, em 1° de agosto de 1972, é filho de professor de Geografia da Universidade de Estadual de Maringá, Dalton Áureo Moro, morto em 2005, um dos fundadores do PSDB do Paraná, conhecidíssimo por suas ideias ultra-direitistas e por espinafrar qualquer um que tivesse ideologia de esquerda;

2 - Graduado em Direito pela UEM – Universidade Estadual de Maringá, em 1995, obteve posteriormente os títulos de mestre e doutor em direito pela Universidade Federal do Paraná. Através de seu orientador, Marçal Justen Filho, tentou ser professor da UFPR, mas queria ludibriar o regime de TIDE (tempo integral e dedicação exclusiva) da Universidade, mantendo o emprego na Magistratura e na UFPR ao mesmo tempo, e perdeu. Especializou-se em crimes financeiros e tornou-se juiz federal em 1996, ou seja, três anos apenas depois de se graduar (o que deve ser um recorde) - [sic: na verdade apenas um ano] e atua, até hoje, sem a carteira de advogado, pois nunca fez o exame da OAB;

3 - Cursou o 'Program of Instruction for Lawyers' na 'Harvard Law School' e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro no 'International Visitors Program', promovido pelo Departamento de Estado Americano;

4 – Seu primeiro serviço foi no escritório do advogado tributarista Dr. Irivaldo Joaquim de Souza,  que foi advogado de Jairo Gianoto, ex-prefeito de Maringá pelo PSDB, entre 1997 a 2000, que foi condenado e preso por gestão fraudulenta - a quem moro serviu como testemunha de defesa, já como juiz de primeira instância;

5 - Tem como esposa a dra. Rosângela Wolff de Quadros Moro, uma advogada cujo escritório trabalha para o governo tucano do Paraná de Beto Richa, e assessora a megacorporação SHELL, uma das principais multinacionais imperialistas na área de petróleo. Recentemente, a esposa de Sergio Moro foi flagrada participando de desvios das verbas da APAE, num 'deja vü' de Rosane Collor, 'ex-posa' do ex-presidente Fernando Collor, que também participava de desvios de dinheiro dá instituição que cuida dos excepcionais;

6 – É Maçom e vive pregando em Igrejas evangélicas, junto com outro juiz (sic), pastor e notório anti-petista, anti-Brasil e baba-ovo dos EUA, formado por Harvard, o procurador 'Deltan POWERPOINT Dallagnol', que não tem provas mas muitas convicções, que a Lava-Jato tem auxílio de 'Deus';
Moro condecorado na maçonaria (assista a partir do 3:18 min). Obviamente não se precisa concordar com as opiniões do autor do vídeo sobre a maçonaria, sobre o PT, sobre o ocultismo etc., mas o fato é que ele registra algo que se tentou manter oculto.

7 - Em 2003, Moro julgou o escândalo do BANESTADO, que envolveu remessas ilegais de mais US$ 124 bilhões (R$ 520 BILHÕES) ilegalmente , para os EUA, no final da década de 90 - para se ter uma ideia, o montante estimado que foi desviado na PETROBRAS é de cerca de US$ 20 BILHÔES). Neste caso, onde só foram para cadeia alguns laranjas e doleiros sem nenhuma importância, o juiz contou com a ajuda do doleiro ALBERTO YOUSSEFF, natural de Londrina-PR, e ignorou solenemente suas delações contra JAIME LERNER e ÁLVARO DIAS, membros do alto tucanato do Paraná, que tiveram suas campanhas amplamente financiadas pelo doleiro, além de utilizar várias vezes o seu jatinho particular [confira na reportagem da revista Carta Capital  A semente dos escândalos;

8 - Em 2010/12, Moro foi assessor da Ministra ROSA WEBER (coincidentemente, prima da esposa do candidato AÉCIO NEVES, e cujo filho, DEMÉTRIO WEBER, trabalha na REDE GLOBO -  de quem o 'juizmoro' recebeu premiação e foi projetado nacionalmente como o caçador de 'corruPTos'), no julgamento televisivo do Mensalão do PT, a famigerada AP-470, quando promulgou o famoso e famigerado voto: "Não tenho provas contra você, Zé Dirceu, mas vou condená-lo mesmo assim, porque assim permite a literatura jurídica";

9 - Em 2014, através de escutas plantadas nas empresas do José Janene (PP) um dos cabeças do caso do 'Mensalão', a PF chega ao doleiro Carlos Habib Chater, que tinha como base de atuação o Posto da Torre, em BRASÍLIA (daí o nome de 'Operação LAVA-JATO'). Nesse momento surge em cena novamente a figura do Doleiro ALBERTO YOUSSEFF (codnomes: 'Primo' e 'Beto'), captado em escutas telefônicas. Yousseff, então, é preso e  concorda em fazer delação premiada novamente, e o 'juizmoro' dá início, em CUritiba, à Operação LAVA-JATO, que tem por escopo investigar as denúncias de desvios na PETROBRAS (que tem sede no Rio de janeiro), e torna notório o bordão "NÃO VEM AO CASO", emitido pelo juiz todas as vezes que as delações incriminam ou lançam suspeitas sobre TUCANOS, ou qualquer um que não pertença ao PT;

10 – Após 3 anos de Operação Lava-Jato e suas intermináveis fases, e idas e vindas, sob o comando do 'juizmoro' - que, notadamente, recebe salário muito acima do teto constitucional, e que viaja com frequência aos EUA para trocar 'informações' com os órgãos de controle daquele país que GRAMPEARAM a PETROBRAS e a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL durante anos, o resultado é estarrecedor:

10.1 - ALBERTO YOSSEFF, doleiro corrupto e bandido contumaz, que deveria estar preso  mas, apesar de reincidente, recebeu todas as benesses de uma nova delação premiada, manteve boa parte de seu grande e patrimônio ilícito e responde em liberdade por seus crimes, tendo se tornado uma espécie de DELATOR PESSOAL do 'juizmoro';

10.2 - Quase todas as grandes empreiteiras nacionais estão com seus diretores e presidentes presos preventivamente há pelo menos um ano. Centenas de obras foram paralisadas e milhões de trabalhadores foram lançados ao desemprego, jogando o país numa crise sem precedentes, cujas causas são muito mais políticas e internas do que econômicas e externas  A referida "Operação"  foi criada com o objetivo único de culpabilizar e criminalizar o PT e as políticas sociais que fizeram o BRASIL e o Presidente LULA respeitados em âmbito internacional - levou o país de 14a a 5a. economia do mundo, numa situação de pleno emprego, em pouco mais de 10 anos de governos progressistas ;

10.3 - A cadeia produtiva da PETROBRAS, que respondia por 13% do PIB nacional, até 2014, foi quebrada e a empresa corre sérios riscos de ser fatiada e privatizada, assim como o Pré-sal -  que ela descobriu com tecnologia própria -, e muitos de seus valiosos ativos estão sendo leiloados a preço de banana pelo novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, que já foi Ministro de 'FDP, digo, fhc' nos tempos da PRIVATARIA TUCANA;

10.4 - A indústria naval e a indústria aeroespacial foram destruídas, bem como foi destruído o Projeto Nuclear Brasileiro, com a prisão irresponsável e injustificável do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, responsável pelo desenvolvimento de método revolucionário de beneficiamento de urânio, no qual os EUA tem grande interesse;

10.5 - Os políticos mais delatados, até agora, na Lava-Jato do 'juizmoro' são, notoriamente, membros do PSDB, PMDB e PP, que são inúmeros e permanecem intocados. Esta malta de delatados que 'não vem ao caso', por sua vez, uniram-se num conluio macabro para derrubar a Presidente eleita através de um GOLPE DE ESTADO farsesco e circense absurdo, e tomar o Poder no País, e há graves suspeitas de que assassinaram o Ministro TEORI ZAVASCKI, que já havia anunciado que levaria a julgamento TODOS os envolvidos no esquema de desvio investigado pela LAVA-JATO, que hoje querem abafar;

10.6 - Só quem foi para a cadeia até o momento foram o costas largas ZÉ DIRCEU (novamente sem provas e acusado dos mesmos crimes pelos quais foi absurdamente condenado sem provas na AP-470) e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, mesmo tendo apresentado toda a contabilidade das doações recebidas pelo partido nas campanhas de 2010 e 2014.

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sábado, 6 de maio de 2017

VÍDEO DE MORO QUER EMPURRAR EVENTUAL CADÁVER EM CURITIBA PARA O COLO DE LULA



Na noite deste sábado (06/05/17) Sérgio Moro, alertado para a possibilidade real de confronto e violência com consequências trágicas em Curitiba na quarta-feira próxima (10/05/17), ardilosamente se exime,  em vídeo, de responsabilidades, solicitando que seus apoiadores não compareçam ao depoimento que ele colherá de Lula.

À primeira vista, parece um ato de civilidade, embora estranho, já que não cabe a juiz o papel de segurança pública. Porém o que vai por debaixo de suas palavras é terrível, pois todos sabem que a polícia violentíssima de Curitiba está a postos para espancar manifestantes pró Lula. Com seu vídeo ele diz: o que acontecer em Curitiba será da responsabilidade de Lula.

Na concentração do Largo da Batata, em São Paulo, Capital, após a Greve Geral de sexta-feira passada (28/04/17), um tumulto se gestou próximo a um bar. Dois homens fortes ameaçavam se pegar, com empurrões, palavrões e o que parecia ser o início de uma briga. Houve correria, um certo pânico e fez-se um vácuo em torno dos brigões, que, isolados e observados por todos, saíram cada um para seu lado.

Desconfiamos e os seguimos. Noutro ponto, os mesmos estranhos indivíduos conversavam reservadamente, afastados da multidão. Dali a pouco, entraram na concentração e simularam novamente uma briga. Os dois tinham os cabelos cortados ao modo PM, se comunicava ao modo PM, se comportavam como PMs e, quando fizemos uma roda em torno deles, sinalizando que ESTÁVAMOS DE OLHO NELES, saíram juntos e não voltaram mais.

Tudo que Moro e Globo necessitam em Curitiba, agora que NINGUÉM dos apoiadores de Moro estará lá, é um tumulto que produza um cadáver para ser colocado no colo de Lula.

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Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

MORO: A CRÔNICA DE UM INÚTIL ANUNCIADO

Sérgio Moro está com um sério problema para enfrentar Lula no próximo dia 10 de maio em Curitiba: já o condenou por antecipação e tentará fazer de conta que a audiência tem algum valor, de modo a legitimar uma sentença que antecedeu até mesmo a abertura do processo jurídico e prolongar seus últimos momentos de fama. Mal ator e mal caráter, tem poucas chances de convencer o público e fazer sucesso.

A novela global de 5a. categoria que Moro tentará exibir na próxima quarta-feira, 10 de maio, em Curitiba, ocorrerá com atraso de uma semana (estava marcado para o dia 3, mas Moro amarelou) com todos já conhecendo o final da peça: "O PT é uma organização criminosa, o Lula montou o governo para roubar, o Lula era o chefe", cravou o próprio Lula ao falar no Congresso do PT em São Paulo.

Assim, a "delação" de Renato Duque a Moro (06/05/17), como de praxe sem provas e sem pé nem cabeça, que deveria ser o tiro de misericórdia na candidatura de Lula às eleições de 2018, teve efeito nulo na própria estratégia de Moro. Mesmo a tática da rede Globo  (massacrando em seu jornalismo marrom as imagens do corrupto, na tentativa de convertê-lo em herói por incriminar Lula) não surtiu efeito, uma vez que repetiu com previsibilidade e de modo piorado o que falhara com Léo Pinheiro, outra "bala de prata" contra Lula falhada no teatrinho também falhado no dia 3 de maio.

O já condenado a décadas de prisão, para tentar reduzir sua estada nas jaulas do nosso belo sistema prisional, após 3 anos teve um "surto de memória", e resolveu se lembrar diante do juizeco da República Anã de que se reunira secretamente com Lula num hangar de aeroporto e que o ex-presidente, em surto de preocupação fraternal com o futuro do corrupto o teria orientado a fechar suas contas na Suíça.

Lula, seus advogados, os camisas amarelas, o PT, as esquerdas, as classes trabalhadoras, a burguesia, minha querida amiga miseravelmente atacada de Alzheimer e até os bebês ainda por nascer nos próximos meses de 2017 sabem que Moro já condenou Lula. Não há nada de novo em cartaz, só reprises enfadonhas. Por isso a cena de Moro se esvaziou, michou. Não tem o que dizer nos próximos capítulos dessa novela. Ele mesmo se tornou a crônica previsível de um inútil anunciado, que prolonga sua última fala pois sabe que, ao pronunciar sem novidade o monólogo por todos conhecido de cor e salteado, de trás para a frente e da frente para trás, será cortado da folha de pagamento da Globo e desaparecerá no ostracismo, com sua República anã.


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.


http://www.lojanovaalexandria.com.br/catalogsearch/result/?q=era+uma+vez+no+meu+bairro

quinta-feira, 4 de maio de 2017

PREFAKE PANCAKE - Letra e Música


Para não ser descoberto, ameaçado e processado pelo batalhão de advogados DELE, me disfarcei de MBL e mandei meu recado no maior sigilo de injustiça, já que o da justiça não vale mais nada. Acho que ninguém vai saber que sou eu, né? Nem quem é ele, né? Não contem pra ninguém, senão sabem com é, né... que MEDA!


1
Prefake Pancake
Não gosta de flor
Não gosta de pobre
Nem tem bom humor

Háha Háha Háha   
Háha Háha Háha  


4
Prefake Maiami
Arrota dinheiro
Em notas de dólar
O dia inteiro

Lála Lála Lála
Lála Lála Lála

2
Prefake Cafona
Só veste Lacoste
De blusa no ombro
Se acha o "must"

Káka Káka Káka 
Káka Káka Káka 


5
Prefake Playboy
Se finge gari
Se engana é plateia
De curso de marketing

Pópo Pópo Pópo 
Pópo Pópo Pópo 

3
Prefake Boneco
De bolo de noiva
Cabelo esticado
De quem faz escova

Húhu Húhu Húhu 
Húhu Húhu Húhu 


6
Prefeito Mimado
Só quer elogios
Se você contesta
Ai, ele te protesta!
- QUE MEDA!
- QUE MEDA!
- QUE MEDA ME DÁ!
Dáda Dáda Dáda 
Dáda Dáda Dáda 


Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.

domingo, 30 de abril de 2017

ENIGMA BELCHIOR: UMA REPORTAGEM HISTÓRICA DE 1976-1977

O coração generoso de Belchior parou na madrugada de hoje (30/4/17), mas o poeta-filósofo está mais vido do que nunca. Do meu arquivo pessoal, reproduzo reportagem de 1976, de Vitu do Carmo, para a revista Música, quando Belchior emplava CORAÇÃO SELVAGEM, depois de estourar  no LP e Show Falso bilhante de Elis Regina os clássicos "Como nossos pais" e "Velha roupa colorida". Fiz a transição da adolescência para a juventude ouvindo cantando Belchior. Ele me ensinou e àqueles de minha geração que tiveram a sorte de compreendê-lo que a "voz ativa, ela é que é uma boa". E que o grito de sede de justiça e liberdade não vem da boca, mas do fundo mais fundo do coração.

BELCHIOR: A BUSCA INSANSÁVEL DO SUCESSO.
Revista Música, n. 13, ano II, 1976.
Por Vitu do Carmo

Seu talento como um dos letristas mais inovadores da música popular brasileira foi que lhe assegurou prestígio junto à crítica e à boa parte do público. Mas ao lado da criatividade, Belchior também deve seu sucesso a uma infatigável disposição para perseguir tudo o que lhe interessa. Com a mesma determinação, ele interpela a Censura Federal, que está retardando a liberação de seu disco, ou percorre emissoras de rádio para que os disquejóqueis o incluam na programação.

Tal determinação é compreensível em alguém que um dia decidiu que iria “viver ou morrer de música”. E que durante um bom tempo enfrentou a adversidade de um mundo novo e desconhecido, com a única certeza de que precisaria lutar muito par se impor.


Nem os fidalgos leitores da revista Vogue, nem as simplórias fãs do programa do Chacrinha constituem, à primeira vista, o público mais sensível da postura artística de Belchior, considerado por muitos o mais importante renovador da música popular brasileira na atualidade. Mas, numa clara demonstração de que não se subestima nenhum veículo, Belchior faz questão de aparecer tanto numa revista que se esmera em mostrar a última moda em roupa masculina, como num programa que se tornou célebre pela distribuição de bacalhau ao auditório.

Justificando-se, ele alega que Chico Buarque e Caetano Veloso, no início de suas carreiras, também frequentaram programas populares, “desses que dão eletrodomésticos de presente”, e que isso apenas os fez mais conhecidos, sem comprometer seus trabalhos. Não há dúvida, no entanto, de que na convicção de que todo público merece o esforço do artista para conquistá-lo, Belchior supera Caetano, Chico e quaisquer outros nomes de seu time – uma constelação de autores com profundidade crítica em suas obras.

Em abriu, quando ainda se preparava o lançamento de seu mais recente elepê, Coração Selvagem, Belchior contabilizava os resultados do disco anterior, Alucinação, que já atingira a marca pouco comum de 150 mil exemplares vendidos. Ele fazia outro tipo de balanço: para promover o disco, no último semestre do ano passado, percorrera cerca de 60 cidades. O próprio cantor e compositor ficou surpreso com as reações colhidas nessas andanças. Julgava-se dono de um repertório “difícil” e acabou convencendo-se de que, ao contrário, sua música é uma “arte popular”. Ele encontra a explicação para isso no fato de seu trabalho “estar voltado para a realidade do povo”.


Belchior, um iconoclasta dos valores consolidados – chega a dizer que “eles são todos péssimos” – demonstra, na verdade, um claro realismo ao admitir sua dependência, como artista, de mecanismos estabelecidos. “Se os artistas não fizerem mudanças”, costuma dizer, “os comerciantes é que irão fazê-las.  Mas não podemos esquecer que também dependemos dos comerciantes. Nós fazemos as músicas e eles as vendem”. Uma tal ponderação, para alguns, chega a ser estranha nos lábios de quem usa palavras tão duras para explicar o esvaziamento da grande explosão cultural provocada pela rebeldia dos anos 60, na qual sua obra colheu vigoroso empuxo. “Toda experiência daquele período foi transformada pelo sistema em mercadoria, em dinheiro, em lixo”, ele diz, com indisfarçável amargura.

Sua peregrinação pelas emissoras de rádio, com disco debaixo do braço, e a humildade de procurar os disquejóqueis mais comprometidos com auditórios inconsequentes, foi decisiva para consolidar sua situação atual. Não faz muito tempo que seu prestígio era, no máximo, o de um bom compositor, mas apenas com uma ou outra canção inserida em elepês alheios. Hoje seu contrato com a WEA assegura-lhe até o privilégio de que cada novo disco que lançar terá como suporte a montagem de um show, se necessário com ajuda financeira da gravadora.

Mas isso não diminuiu o disposição do autor de “Sujeito de sorte” para continuar visitando programas de rádio e televisão. Recentemente, ele teve que responder a perguntas do nível de “Você se lembra dos nomes de todos os seus 22 irmãos?”, num programa da Rádio Mulher, em São Paulo, apresentado pela também jurada de televisão Gilmara Sanches. E, por coincidência, outra questão formulada pela entrevistadora, em que ouvintes que estavam telefonando – se Belchior costuma ouvir muitos discos – deixou transparecer, mais uma vez, o notável senso de disciplina profissional do autor, que já se apresentou numa canção como “apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso”: “Ouvir música faz parte do meu trabalho”, afirmou. E destacou Bob Dylan e Joan Baez como vozes mais assíduas em seu equipamento de som.


Para André Midani, diretor da WEA no Brasil, e responsável pelo convite a Belchior para ser o primeiro contratado nacional da companhia – que até há pouco se limitava a distribuir discos gravados pela matriz nos Estados Unidos – seu escolhido é “uma pessoa com uma ambição incrível”.

Ávido também de seus direitos, o compositor de “Como o diabo gosta” tomou a iniciativa de interpelar a Censura Federal, que se demorava na liberação das músicas do elepê mais recente, Coração selvagem. Fez questão de ler o parecer dos censores; descobriu que havia divergência entre eles quanto à conveniência ou não do veto a determinadas composições. No fim, de dez músicas apresentadas, uma com o título profético “Como se fosse pecado” foi proibida e outra – “Caso comum de trânsito” – censurada em duas palavras. Belchior, de qualquer maneira, não se sentiu menos “ferido e humilhado do que se os censores tivessem interditado o disco inteiro.

Foi muita sorte dele: descobriu uma banda de jazz em pleno sertão.

Coração selvagem é o terceiro elepê que ele grava profissionalmente, depois de A palo seco, em janeiro de 1974, e Alucinação, em abril do ano passado. Antes, em 1968, Belchior e alguns companheiros, que formavam o grupo de viria  ser depois conhecido como Pessoal do Ceará, gravaram no estúdio Orgacim, em Fortaleza, um elepê de tiragem restrita e distribuição praticamente limitada aos próprios intérpretes. Com esse arremedo de realização, eles apenas aplacaram a ansiedade que sentiam por uma verdadeira carreira, a se concretizar um dia, longe de Fortaleza, é claro, pois, como Belchior diria na semi-autobiografia Fortaleza 3x4, “o que passa no Norte, pela leia da gravidade – disso Newton já sabia – cai no Sul, na grande cidade.

Belchior desembarcou no Rio em abriu de 1971, trazido por um avião da Força Aérea Brasileira, pois não tinha dinheiro para pagar a passagem. O preço foi ter que cortar o cabelo para poder entrar no avião. Na bagagem vinham algumas composições e muitos livros. “Em cada esquina que eu passava”, diria depois a canção inspirada na dureza desses dias, “um guarda me parava, pedia os meus documentos e depois sorria, examinando o 3x4 da fotografia e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha”.

Sobral, a cidade do Ceará onde ele nasceu a 26 de outubro de 1946, deu a Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes mais do que um nome capaz de chamar a atenção na carteira de identidade. Foi lá que o futuro compositor colheu as primeiras influências musicais, que começaram em casa, pois a mãe era integrante do coro da igreja, o avô tirava sons na flauta, sax e rabeca, e a avó dedilhava o violão. O pai, não. Era comerciante, mas com a vantagem de que sua bodega vivia cheia de violeiros que improvisavam rodas de cantoria. E, do lado de fora, havia serviço de alto-falante, onde desembocavam os sucessos do Sul, de Ângela Maria e Edith Piaf, de Cauby Peixoto e Billie Holiday. Receber essa variedade de ritmos já devia ser muita sorte para aquele embrião de artista, isolado no sertão nordestino. Mas a vizinhança reservava-lhe ainda um outro achado: uma família de negros protestantes, cujos ascendentes tinham vindo dos Estados Unidos na época da Segunda Guerra. Era uma verdadeira banda de jazz, que se reuniam todos os dias, no fim da tarde, tocando um repertório pouco apropriado ao gosto local, mas que o menino Belchior já espreitava intrigado.

Não era aquela música, no entanto, que ele começaria a cantar em público pouco depois, aos 12 anos, quando passou a se apresentar em feiras. Então, seu modelo era Luiz Gonzaga, cujos baiões repetia.

Mas logo depois Belchior vai para um colégio de padres, o que introduz um novo ingrediente em sua formação musical: o canto gregoriano. Este deixaria uma inconfundível marca na futura obra do compositor: as longas letras, a notória discursividade, bem ao estilo dos cânticos que o menino era obrigado a entoar em louvor a Deus.


No início, da década de 60, a seca tornou-se inclemente em Sobral e Belchior acompanhou a família, na esperança de encontrar uma vida melhor em Fortaleza. Na capital, fez o curso científico ao mesmo tempo que ganhava algum dinheiro como carpinteiro ou fazendo máscaras para vender no carnaval.

Findo o curso, procurou um mosteiro franciscano, pois queria aprender filosofia. Nos dois anos e pouco que lá permaneceu, foi além do currículo: descobriu que havia uma “biblioteca maldita”, onde apanhava livros à noite, com alguns colegas, para durante o dia, escondido, se deliciar com T. S. Eliot, Edgar Alan Poe, Brecht, os beatniks. E só foi posto para fora quando teve a impertinência de mostrar aos seus superiores o produto de suas leituras – uma tese segundo a qual sexo e prazer físico são fontes de inteligência e de intuição criadora.

Em 1967, Belchior começou a estudar medicina, em Fortaleza. Custeava os estudos com o que obtinha dando aulas particulares de biologia e conseguiu chegar até o terceiro ano. Mas então sentiu-se  “enlouquecido” com os Beatles e o tropicalismo brasileiro e concluiu que tinha descoberto o verdadeiro caminho. Foi quando cunhou a frase, uma espécie de lema que deve ter sido útil para manter o moral nas muitas dificuldades que a decisão lhe acarretaria: “Vou viver ou morrer de música”.

Comprou um violão e começou a estudar música de verdade. Ele já se sentia plenamente apto a fazer as letras, mas queria um melhor suporte melódico. Na verdade, a carreira de compositor não era uma escolha antiga. Belchior deixa isso claro no folheto preparado em maio do ano passado pela Phonogram para acompanhar o lançamento do elepê Alucinação. “O que eu sempre queria era escrever”, confessa. “Mas num certo momento senti que era mais quente fazer música. Porque, não só em termos de divulgação, mas ao nível do próprio receptor, o trabalho musical era mais eficiente. Eu poderia cantar as mesmas coisas que estava querendo escrever – só que com muito mais contato vivo, mais combatividade humana, muito mais juventude”.

No final da década passada, o clarão dos festivais de música popular irradiando-se do Sul atingiu Fortaleza, embora meio palidamente. Toda aquela inquietação reforçou o sentimento de que havia algo a chamá-lo. Era hora de fazer a lei da gravidade, cair par ao Sul.

Já em agosto de 1971, apenas quatro meses depois de chegar ao Rio, Belchior ganhava o IV Festival Universitário, com “Hora do almoço” (“No centro da sala/ diante da mesa/ no fundo do prato/ comida e tristeza). A música deveria ser cantada pelo velho ídolo, Luiz Gonzaga, que no entanto não pôde comparecer. Então Belchior  mais dois cantores – Jorginho Teles e Jorge Nery – todos vestidos de túnica e sandálias, “para dar impacto”, entraram no palco e arrebataram o prêmio.

Mas as dificuldade do jovem autor não estavam terminadas – antes, nem tinham começado. O esforço de Jorginho Teles conseguiu que a Copacabana gravasse “Hora do almoço” com os três – mas assim eles só ocuparam a face A de um compacto simples.


O disco seguinte só viria anos depois, também um compacto simples, e já noutra gravadora, a Chantecler. Desta vez, com arranjo de Rogério Duprat e cantando sozinho. Belchior mostrava uma música de cada lado, ambas de sua autoria: “A palo seco” e “Sorry, baby”. Mas não era ainda o sucesso como intérprete.

Belchior só pôde gravar seu primerio elepê – foi em 1974 – depois de fazer sucesso como compositor, com músicas gravadas por Elis Regina e Leny Andrade. A primeira canção de Belchior – em pareceria com Fagner – incluída num elepê de Elis Regina foi “Mucuripe”, em 1972. A grande contribuição da cantora para a consolidação do prestígio ao autor cearense, porém, ocorreu no ano passado, com a inclusão de “Como nossos pais” e “Velha roupa colorida” no elepê e no show Falso brilhante.

As coisas ficariam mais fáceis para ele, que, depois do elepê Belchior, em 1974, na Chantecler, gravaria Alucinação em 1976, na Phonogram e agora, em abril deste ano, Coração selvagem, na WEA.

Restou, da vida na grande cidade, antes do sucesso, a marca da dura luta pela sobrevivência como cantor de boate, ou menos que isso. Belchior morou no subúrbio carioca e chegou a trabalhar num hospital em troca de comida. Em São Paulo, por uns tempos, viveu numa casa que estava sendo demolida, de modo que ia mudando de um quarto para outro, à medida que as paredes iam caindo. Só saiu de uma vez quando o último cômodo veio abaixo.

Jeosafá, professor, foi da equipe do 1o, ENEM, em 1998, e membro da banca de redação desse Exame em anos posteriores. Compôs também bancas de correção das redações da FUVEST nas décadas de 1990 e 2000. Foi consultor da Fundação Carlos Vanzolini da USP, na área de Currículo e nos programas Apoio ao Saber e Leituras do Professor da Secretaria de Educação de São Paulo. É escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria);  em maio de 2015, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora; no mesmo ano publicou A lenda do belo Pecopin e da bela Bauldour, tradução do francês e adaptação para HQ do clássico de Victor Hugo, pela editora Mercuryo Jovem. Leciona atualmente para a Educação Básica e para o Ensino Superior privados.